Os Piquet e a Alemanha

22 de julho de 2008

Há 30 anos estreava na Fórmula Um, no Grande Prêmio da Alemanha, pela equipe Esing-Ford, um certo piloto chamado Nélson Piquet Soto Mayor. Iniciava ali uma relação de vitória com o GP. Nelson conquistou três vitórias em solo germânico e, na manhã de ontem o Brasil pôde relembrar um pouco desse passado glorioso com o segundo lugar do filho daquele então estreante.
Nelson Ângelo Piquet mostrou ter a sorte que todo piloto precisa e contar com uma equipe atenta e capaz de traçar uma boa estratégia diante da realidade apresentada, e foi assim quando Nelsinho apostou na estratégia de uma única parada, e só parou na trigésima quarta volta quando estava em 12º. Nesta hora a sorte bateu a sua porta quando Timo Glock teve a suspensão traseira quebrada e bateu forte provocando a entrada do safety-car.
Nelsinho pulou terceiro e quando Lewis e de Nick Heidfeld pararam liderou a prova. Faltando poucas voltas para o final, Piquet foi superado por Lewis Hamilton, que venceu o GP. Para quem teve seu lugar ameaçado esse segundo lugar valeu por uma vitória, já que esse foi também o melhor resultado da equipe Renault no campeonato.

Merecido
Muita gente vai dizer que a conquista do pódio do Nelsinho se deve apenas a sorte. Mas afinal a sorte acompanha bons pilotos. Na década de 90 o próprio Ayrton Senna venceu corridas por quebra de quem estava na frente. Com Schumacher esses presentes dos deuses caiam em seu colo em freqüência quase que regular. Só vence uma corrida ou só se beneficia de algum problema quem está participando.

Determinado
Conheci Nelsinho em 1998 quando seu pai disputara os 5400 Km de Fortaleza. Meio tímido ele se mostrava bastante atento a todos os movimentos do pai dentro dos boxes.Calado e atento o menino parecia querer sorver conhecimento sobre aquela máquina em que seu pai se debruçava. Então piloto de Kart perguntei-lhe sobre automobilismo em uma conversa rápida onde ele falou apenas da competição que tinha pela frente sem colocar um mundo de sonhos.

Focado
Mesmo criança Nelsinho dava mostras do que muita gente não consegue fazer, que é pensar primeiro na competição que está disputando, na etapa que tem para vencer para subir um degrau de cada vez. Com certeza a figura paterna foi a maior influência e “Nelsão” cumpriu direitinho o papel de pai, gerenciando a carreira do filho, evitando as especulações e a excessiva comparação com sus história no automobilismo.