Coluna Meia Linha : Série B reforma já

30 de setembro de 2008

Por Marco Antônio Furtado

A série “B” do Campeonato Brasileiro de Futebol  chega a sua fase de afunilamento. Cada rodada será de suma importância para qualquer time, de acordo com o seu desempenho até o momento. A exceção do Corinthians, que formou uma equipe forte, sendo ainda privilegiado por mais recursos financeiros, oficiais e não oficiais, por uma tabela dirigida em que, no inicio da competição, enquanto o time se ajustava, pegava os adversários teoricamente mais fortes em casa, enquanto os considerados mais fracos, desde que a viagem não fosse longa, eram encarados fora, além de uma arbitragem tipo “in dúbio, pró timão”.

Aliás, a série “B” carece de uma melhor análise por parte dos seus organizadores. È preciso se atentar que a série “B” apresenta nuanças que as diferem bem. ao contrário da série “A”, em que o título de campeão é uma glória, os classificados até o 4º lugar tem vaga na Libertadores e os seguintes até o 11º, na fajuta é certo, mas que rende boa grana, Copa Sul Americana, o que vale ser campeão da série “B”? A classificação para a série “A”? Os 2º, 3º, e 4º também o são.

Os chamados grandes clubes quando venceram essa competição na verdade comemoraram foi o retorno ao grupo de elite e não ao fato em si de serem campeões, até por faltar a eles um ingrediente básico numa competição futebolística, um adversário tradicional, um rival histórico a quem eles possam gritar: É CAMPEÃO. Que significado terá algum corinthiano dar um grito desses para um são paulino? E para um da Cearamor? Comenta-se, até, que existe, no momento, um movimento entre os membros da “Gaviões” para que o titulo de campeão não seja comemorado, por absoluta vergonha ou falta de motivação.

Com a competição nos moldes atuais poderá acontecer, ao que tudo indica, do Corinthians estar classificado, senão campeão ,com várias rodadas de antecipação, o que lhe dará o direito de colocar em campo a equipe que quiser, testar atletas para 2009, dispensar jogadores, relaxar em campo, tornando seus jogos em meros amistosos,trazendo sérios prejuízos às demais equipes que ainda estão na gangorra do acesso e rebaixamento e que quando o enfrentaram o jogo foi pra valer .Para se evitar tal situação ,em que por mais santista que sejamos poderemos criticar o Timão, é preciso que sejam dados alguns benefícios ao campeão e não somente uma taça.

Há várias formas, basta que se queira, para se valorizar o titulo, senão vejamos: Premio em dinheiro de valor significativo; participação na Sul americana; participação na Copa do Brasil independente da sua colocação no estadual; proibição de rebaixamento no primeiro ano de série A; bônus de pontos, quando na série A, a serem usados em caso de rebaixamento; fortalecimento da equipe, com a CBF financiando atletas de nível diferenciado (As federações paulista e goiana já fizeram isso com sucesso).

Porém o futebol brasileiro sofre com dois fatores eqüidistantes: De um lado o profissionalismo dos protagonistas. Os atletas, treinadores, empresários, a maioria se constituindo em verdadeiras empresas, faturando alto, o que é justo, com seus direitos amarrados em contratos bem definidos. De outro, os clubes e federações, desestruturados, com uma visão amadora e paternalista. O atleta, principalmente se ídolo, é paparicado, tem direitos especiais, até de não jogar, imagine, para ele, o presidente do clube é o patrão e o clube seu emprego. Enquanto isso as federações convivem em meio a uma politicagem maléfica em que os membros de federações se perpetuam nos seus cargos.
E o profissionalismo, as boas idéias, a qualidade do espetáculo que se danem.

Até a próxima.