Ferrari F430 chegou a andar na quarta posição

16 de novembro de 2008

Foto: Sérgio Sanderson

O público paranaense foi premiado com uma vitória doméstica na 14ª etapa do Telefônica Speedy GT3 Brasil. No domingo (16/11) o vencedor foi o Viper da dupla paranaense Alceu Feldmann e Lico Kaesemodel, que completou as 43 voltas no circuito do Autódromo Internacional de Curitiba em 1h00min13s413 (média de 158.29 km/h). Líderes do campeonato, o carioca Andreas Mattheis e o paulista Xandy Negrão, com Ford GT, terminaram em quarto, passando a somar 96 pontos. Vice-líderes, Walter Salles/Ricardo Rosset (Ford GT) ficaram em segundo, seguidos de Valdeno Brito/Norberto Gresse (Porsche 997), e agora acumulam 87 pontos.

Se o resultado final não foi o que estava se desenhando, pelo menos ficou o consolo de que o clima mais fresco é um forte aliado da Ferrari F430, um dos modelos mais desejados da categoria dos carrões dos sonhos. Na capital paranaense a temperatura não passou dos 20 graus centígrados no domingo. “Os nossos tempos estavam bons e competitivos até termos problemas com o ABS. O quinto ou até um quarto lugar era nossa realidade bem atingível”, comentou o experiente chefe de equipe Fábio Greco, sobre o sétimo lugar da Pósitron/Greco.

Foto: Sérgio Sanderson

Na primeira parte da prova Antonio Jorge Neto conseguiu uma elogiável progressão, partindo da décima posição para assumir a quinta posição depois de 25 voltas. Quando entrou nos boxes para o pit stop obrigatório, o campineiro entregou seu Ferrari 430 GT em quarto. “Com este clima mais ameno o carro rendeu melhor e o equilíbrio de suspensão estava excelente. Estávamos ‘virando’ tempos iguais ao do Ford GT que lidera o campeonato”, contou o experiente piloto.

Foto: Sérgio Sanderson

Renato Cattalini assumiu a pilotagem e vinha bem, mantendo a quarta colocação até a 35ª volta, quando passou a sofrer com problema nos freios que começaram a bloquear. “Como este carro permite que se freie muito dentro, sem o ABS a gente perde muito tempo bombando o pedal de freio para parar. E como ele é feito para usar este auxílio, quando não funciona o desequilíbrio é muito grande no momento em que os freios travam. Só procurei manter o carro na pista para receber a bandeirada”, explicou o paranaense. “Foi um pecado. Meu parceiro fez um corridão. Infelizmente não consegui acompanhar o ritmo por causa desta anomalia”, lamenta o piloto da Pósitron/Greco.

A oitava e última rodada do Telefônica Speedy GT3 Brasil vai acontecer nos dias 29 e 30 de novembro, em Interlagos, São Paulo (SP).