P2: ousadia e esportividade reunidas em um só carro

26 de janeiro de 2009

O site Carros e Corridas testou, com exclusividade, a mais nova criação da Proton Design, fruto da parceria entre Pedro Virgínio e Pedro Virgínio Filho, o P2 nasceu com uma proposta ousada, a de criar um bugy com linhas modernas e harmônicas, sem esquecer a esportividade.

O projeto demorou quatro anos para ser concluído por conta da demanda da Proton Design, que nesse tempo teve de dividir o galpão da fábrica com dois outros projetos para o automobilismo: o CTM 2000 e o ST 2008, criados para o Campeonato Nordestino de CTM e o Campeonato Cearense de Super Turismo, respectivamente. Concluídos os dois projetos, o projetista Pedro Virgínio pôde dedicar-se mais ao trabalho em conjunto com o filho e tirar o modelo das pranchetas e confeccioná-lo em fibra de vidro.

Montado em cima de chassis em tubos de aço, os mesmos usados em carros de competição, o P2 nasceu com um excelente perfil aerodinâmico, dando-lhe bom coeficiente de penetração.

Em uma tarde nublada, no autódromo do Eusébio, podemos sentir a força que o turbo adiciona aos 110 Cavalos/Força do motor de dois litros. Ao aceleraremos percebemos um grande empuxo e a frente do carro subir enquanto o giro sai de 3.000 RPM e ultrapassa as 5.000 RPM alcançando rapidamente os 100 km/h . O som produzido pela turbina (Turbo APL 240) quando suga o ar e joga para dentro da câmara de combustão lembra os de carrões envenenados. O carburador de corpo duplo também ajuda a despejar álcool necessário para movimentar o motor e mantê-lo alimentado sem falhas.

Naquele momento não dispúnhamos de um instrumento mais preciso para aferir a velocidade, mas facilmente, o velocímetro marcava 150km/h assim que o acelerador fosse acionado. Por ser um carro leve, em torno de 850 kg , a relação peso/potência é fantástica e faz com que o carro tenha uma boa arrancada e retomada, o que dá segurança quando necessário ultrapassar veículos longos.

O Motor 2.0 foi uma escolha para privilegiar a esportividade, mas o modelo pode receber uma motorização mais suave para ser produzido em série. “Esse carro pode receber um motor 1.8 ou 1.6, ele comporta muito bem e, por conta do peso, vai manter sempre uma boa relação peso/potência, ideal para ser usado nas dunas como a maioria dos proprietários de buggye aqui no nordeste utilizam”, lembrou Pedro Virgínio (pai).

 

A opção feita pelo motor AP, refrigerado à água (no P2 o sistema de refrigeração fica na frente e a água é levada para o motor traseiro através de dutos dispostos em uma coluna central isolada termicamente e reforçada contra choques.) deve-se ao fato de que não se produz mais os motores tipo boxer, refrigerados a ar, que eram usados nesse tipo de veículo.

Chama atenção a segurança passada pelo carro nas entradas e saídas de curva. A suspensão, que conta com a da Kombi, na dianteira e da D-20 na traseira, cumpre bem a sua função e mantém o carro estável quando exigido em uma entrada mais forte na curva.

Para parar essa máquina o sistema de freios conta com quatro discos ventilados, que também se mostrou eficaz quando exigido. Ao brecar o carro para ao mesmo tempo as rodas dianteiras e traseiras sem deixar muito trabalho para as rodas dianteiras como nos bugys equipados com tambor na traseira.

“Esse carro se comporta muito bem no dia-a-dia, é seguro e quando precisa andar forte ele anda. O sistema de freios responde tão depressa quanto os carros de competição. Acho que o P2 herdou o que tem de melhor nos projetos dos carros de corrida que a Proton Design produz”, completou Pedro Virgínio (filho).

Fotos:Robério Lessa e Yuri Barbosa

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