Opinião : O grande prejudicado

23 de fevereiro de 2009

Foto:www.f1.com

Em meio a toda confusão em torno da venda da Honda estaria a ida de Bruno Senna para a Fórmula 1. Muito se fala de dinheiro verde-amarelo, no caso da companhia telefônica Embratel, que já patrocina o piloto. A Petrobras não estaria na jogada após ter deixado a Williams e não ter tido interesse em se tornar parceira de uma equipe que não tem sequer um proprietário assegurado como a Honda.

Bruno pode ter dado um passo à frente em não querer mais permanecer na GP2 . Mas pode estar dando dez passos para trás ao aceitar entrar na Fórmula Um em um time esfacelado como parece ficar o que restou da equipe Honda. Seu tio entrou  em um time pequeno, a Toleman,  que mais tarde se tornaria Benetton. Era uma equipe pequena, mas organizada e capaz de permitir uma projeção daquele que viria a ser um dos maiores pilotos de todos os tempos.

Senna na Toleman. Foto:T.A.S

A Fórmula1 é o sonho de 10 entre 10 pilotos. Mas o que se questiona é como um piloto jovem e talentoso aposta tudo em uma equipe que sequer tem um carro montado? Ter aceito o convite da iSport para passar mais um ano na GP2 Europa Series parecia ser mais sensato. Na GP2 ganharia mais quilometragem em uma categoria internacional e poderia passar 2009 articulando sua ida para F-1 em 2010, um ano em que as mudanças implantadas pela FIA já teriam sido digeridas pelas equipes e pilotos, assim Brunno Senna apareceria no cenário certo, até mesmo por conta do fim dos contratos de muitos pilotos que vão até o final de 2009.  

Robério Lessa