Stock Car: largar nas primeiras filas é vital em Brasília

23 de abril de 2009

Das oito provas já disputadas no anel externo do Distrito Federal desde 2002, sete foram vencidas por quem largou entre os três primeiros.

Apesar de a etapa de Brasília da Copa Nextel Stock Car, marcada para o dia 3 de maio, ser uma das mais emocionantes da temporada – graças ao veloz traçado externo, de 2.919 metros –, raramente o vencedor larga fora das duas primeiras filas. Desde 2002, quando foi disputada a primeira prova na configuração “oval”, em sete oportunidades o vencedor largou entre os três primeiros. Uma olhada mais apurada indica que, em cinco delas, quem recebeu a bandeirada partiu da pole-position. A única exceção foi Hoover Orsi, que conquistou a edição de 2007 após sair do nono posto.

Ou seja: mais uma vez, a classificação será vital para quem quiser levar 25 pontos para casa. “Isso não é um privilégio só de Brasília”, afirmou Enrique Bernoldi (Cerveja Colônia). “Nas duas primeiras provas do ano, o vencedor largou da pole. Só espero que isto vire algo comum nesta temporada. Ou, se virar, que eu esteja na posição de honra”, brincou o paranaense que vem mostrando franca evolução neste quesito: na primeira prova, em Interlagos, largou em 11º; na etapa seguinte, em Curitiba, saiu em sétimo.

Outro ponto preocupante, segundo o piloto da RCM, é o consumo de pneus: as altas temperaturas, tradicionais do Distrito Federal, somadas ao precário asfalto do Autódromo Internacional Nelson Piquet – que não recebe uma reforma desde sua inauguração, em 1974 –, praticamente corrói os compostos. “Quem exagerar muito na dose pode perder um tempo precioso, tanto na classificação quanto na corrida”, ressaltou o ex-piloto de F-1.

Neste ano, porém, os competidores serão privilegiados com a possibilidade de trocarem os pneus durante a prova, coisa que acontecia apenas em ocasiões especiais, como na Corrida do Milhão do ano passado. “Este, sim, é um fator que pode fazer a diferença na corrida. Não só na escolha dos pneus certos para trocar, como na rapidez dos mecânicos. Mas eu boto fé na equipe RCM, que vem crescendo a cada corrida na divisão principal”, completou.