Antigos vilões, pneus deixam de ser preocupação em Brasília, diz Maluhy

29 de abril de 2009

Os 2.919 metros do traçado externo do circuito de Brasília sempre representaram um enorme desafio para pilotos, engenheiros e, principalmente, para os pneus. O asfalto, que é o mesmo desde a inauguração da pista, em 1974, é extremamente rigoroso com a borracha que calça os carros da principal categoria do automobilismo brasileiro, que disputa sua terceira etapa no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília, no próximo domingo (3), com largada às 11 horas.

“Por isso, até o ano passado, quando não havia pit stop para troca de pneus, a regra entre os pilotos era encontrar um ritmo rápido, mas ao mesmo tempo contendo a agressividade”, conta o piloto Felipe Maluhy, da equipe Tracker Racing. “Entre os engenheiros o objetivo era garantir um acerto que não castigasse tanto os pneus. E quem soubesse economizar os ‘calçados’ invariavelmente conquistava um resultado melhor na pista”, continua Maluhy.

Mas esta realidade mudou em 2009. O novo regulamento da Copa Nextel Stock Car, junto do novo carro, o JL-G09, praticamente eliminam este ano o problema do desgaste prematuro dos pneus, que tem piorado nas temporadas recentes em função da deterioração do piso. O pit stop obrigatório para a troca de pelo menos dois pneus – que permite a substituição até das quatro rodas – durante a corrida trouxe certo alívio no paddock da categoria.

Traçado dinâmico – Por isso, a corrida no anel externo deverá ter um ritmo mais extremo, já que os pilotos não terão preocupação com o desgaste dos pneus: “É um traçado que eu gosto muito, porque é dinâmico: as provas são muito disputadas o tempo todo, os carros conseguem contornar todas as curvas lado a lado e a pista toda tem pontos de ultrapassagem. Com certeza isso tudo vai ficar ainda mais dramático por que o ritmo será ainda mais agressivo durante toda a corrida”, afirmou o piloto da equipe Tracker Racing.

Maluhy espera conquistar em Brasília seus primeiros pontos na temporada: “Em Interlagos e Curitiba tive dois finais de semana praticamente perdidos. Até agora eu não andei com o carro tentando buscar um acerto, e sim para resolver problemas. Mas chegaremos a Brasília sabendo mais sobre o JL-G09, pois tivemos mais tempo para estudar melhor o carro, que pôde ser desmontado e revisado”, observou o piloto. “Por isso, minha expectativa não podia ser melhor. Acredito que os problemas foram solucionados. Os primeiros treinos livres irão nos dizer com mais precisão como será o desgaste dos pneus”, encerrou o piloto da Tracker Racing.