Bia Figueiredo pronta para desafio das 100 Milhas de Indianápolis

19 de maio de 2009

Na próxima sexta-feira, 22 de maio, a Firestone Indy Lights voltará à pista para disputar a quinta etapa do campeonato, em Indianápolis. A Freedom 100 Race, ou 100 Milhas de Indianápolis, segunda corrida da temporada em circuito oval, faz parte da programação preliminar da clássica prova 500 Milhas de Indianápolis, da Fórmula Indy. Os treinos e a classificação da Lights serão realizados na quinta-feira, 21.

“A Indy 500 é a prova mais importante do ano na Fórmula Indy. Na Firestone Indy Lights é a mesma coisa. Indianápolis é algo mágico no automobilismo. Vencer uma corrida em Indy significa o  reconhecimento mundial e te faz entrar para a história. No meu caso, ter a chance de ser a primeira mulher a vencer em Indy seria algo fantástico”, diz Ana Beatriz (Healthy Choice).

Esta será sua segunda 100 Milhas de Indianápolis, cidade onde ela reside nos Estados Unidos. No ano passado, em sua temporada de estréia na categoria, Bia terminou na quinta posição e se tornou a primeira mulher do mundo a chegar no top five das 100 Milhas de Indianápolis.

“Não tem nada que se compare com a pista de Indianápolis”, comenta a piloto da Sam Schmidt Motorsports. “Para mim, é um circuito misto com quatro curvas. As retas são superlongas e as curvas são em 90 graus. Em Indy, atingimos a maior velocidade possível, uns 370 km/h na Fórmula Indy e uns 310 km/h na Lights. Mas, quando se toca no muro, por causa da velocidade, a batida é mais forte do que nos outros circuitos ovais.”

Ela alimenta boas expectativas: “Acredito que seremos fortes na corrida”. Mas está preparada para dois dias de trabalho duro. “A Freedom 100 é a corrida mais importante do ano na Indy Lights, o que me dá ainda mais vontade de vencer. Mas também é uma prova em que tem mais pressão. Todos estão te olhando: chefes de equipe, patrocinadores, imprensa e fãs do mundo todo. É um grande desafio”, avalia Ana Beatriz.

Além disso, há as exigências técnicas. “Não é uma corrida fácil. Tem que controlar o desgaste dos pneus, já que o asfalto de Indianápolis é superabrasivo e, ao mesmo tempo, planejar como ultrapassar e como não ser ultrapassada, já que as retas de Indianápolis são imensas”, explica a piloto. Nos treinos coletivos realizados em 5 de maio, percorrendo as 2,5 milhas do circuito em 47s2190, Bia foi a mais rápida da tarde e terminou o dia na sexta posição.