Alceu Feldman volta ao traçado onde obteve seus melhores resultados

29 de maio de 2009

Alceu Feldmann corre em casa pela quinta vez em Curitiba pelo Itaipava GT3 Brasil. O piloto, que nas oito corridas que disputou venceu cinco, prova que seu retrospecto com o traçado de 3.695 metros não dependeu unicamente do carro. Feldmann triunfou a bordo de dois modelos diferentes: Lamborghini Gallardo e Dodge Viper. Agora, em 2009, no Porsche 997 da equipe WB Motorsport, ele tenta fazer história ao ser o primeiro piloto do Itaipava GT3 a vencer com três carros diferentes.

Diferente da maioria dos competidores, que têm em Interlagos o autódromo com mais “horas de vôo”, Alceu conta que seu início no asfalto foi no traçado de Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense. “Foi aqui em Curitiba que aprendi a pilotar carro de corrida. Comecei nas pistas de terra e decidi mais tarde começar no asfalto, e não tive aquela base do kart, que quase todo mundo teve”, aponta. “Então, tudo o que aprendi foi nesse traçado e é onde obtive meus melhores resultados no Itaipava GT3 e na Stock Car. Por isso que é tão especial”, explicou o piloto, que deu a dica: “Neste traçado, o ponto de maior dificuldade é o ‘S’ de alta. E é ali de onde tiro mais vantagem”.

Vencedor de Curitiba com Lamborghini Gallardo – em parcerias com Paulo Bonifácio e posteriormente com Thiago Marques – e Dodge Viper (com Lico Kaesemodel), Alceu destaca que cada carro tem sua dose de contribuição no resultado, mas que o essencial é o acerto. “Tem que haver, sim, o casamento entre o carro e o piloto. Aliás, a ‘tocada’ (estilo de pilotagem) destes carros é muito diferente. O Lamborghini freia mais dentro das curvas, tem ABS e câmbio do tipo borboleta (que é acionado atrás do volante); o Viper tinha câmbio em H, tradicional, com motor mais forte e ‘tocada’ mais agressiva. E o Porsche tem um sistema de suspensão fantástico, que ‘gruda’ o carro ao chão”, analisou Feldmann, que não apontou uma preferência.

Alceu tenta em Curitiba sua sexta vitória no Itaipava GT3 Brasil e com o terceiro carro diferente – e correrá em parceria com Thiago Camilo. E o paranaense alimenta uma certeza: a de que será competitivo. “Não tenho dúvida quanto a isso. O Camilo é muito rápido e o equilíbrio na dupla é primordial. Vamos brigar pelas vitórias, mas os irmãos (Fábio e Wagner) Ebrahim (Dodge Viper), o Claudio Ricci e o Rafael Derani (Ferrari F430), além do Ricardo Rosset e o Clemente Lunardi (Ford GT) são os favoritos na minha opinião. Isso sem esquecer do Ramon Matias e do Matheus Stumpf (Dodge Viper), que sempre são muito rápidos em Curitiba. Vai ser um final de semana bem disputado”, prevê.

Fotos:Bruno Terena e Luca Bassani