Entrevista – Cleber Rosa

17 de junho de 2009

Nascido no estado de Goiás, o piloto de 51 anos (direita), se considera um cearense de coração por residir há mais de 20 anos em Fortaleza. No Rally dos Sertões 2008, quando estreou na prova, ao lado do navegador Eduardo Rebouças, obteve um resultado satisfatório quando ficou em 7º na Super Production. Participa de vários campeonatos desde 2002 e vem se classificando entre os três primeiros na categoria. Em 2006 foi Campeão do Velobrasil na Super Production. A dupla lutará por um bom resultado na edição 2009.

Carros e Corridas – Cleber como estão os preparativos faltando pouco dias da largada do Rally dos Sertões?

Cleber Rosa – Bastante intensos, o carro foi totalmente revisado em sua parte motora, elétrica e principalmente a suspensão, nenhum parafuso ficou em seu lugar, tudo foi desmontado, checado e remontado. Efetuamos dois treinos para a checagem de todo o conjunto e os resultados bastante satisfatórios. Neste momento já estamos na fase final, instalação de equipamentos de navegação e equipamento de filmagem que teremos a bordo.

CC –  Você e Eduardo Rebouças estrearam no Rally dos Sertões ano passado e conseguiram uma boa colocação (7º na Super Production), qual a expectativa um ano depois?

CR – Em 2008 fizemos uma prova super concentrada em uma estratégia: acelerar onde tínhamos certeza que não haveria risco ao carro e poupar ao máximo o equipamento nos trechos de trial ou erosões.  Queremos manter esta mesma estratégia para o Sertões 2009, com isto, almejamos estar entre os cinco primeiros da nossa categoria.

CC – Há alguma estratégia para ultrapassar as dificuldades de uma prova com esta grandiosidade, que larga em Goiânia e acaba em Natal, passando por sete estados no total?

CR – Além de ter um carro em condições adequadas para a prova e uma equipe devidamente capacitada, para dar o apoio logístico e mecânico, o principal é o prazer da dupla em participar de um evento desta magnitude. Este prazer deve se traduzir em perseverança, garra e obstinação para ultrapassar todos os desafios que uma prova como o Sertões impõe.

CC – Como se prepararam para esta prova, deve ter uma logística e tanto para 10 dias?

CR – A preparação se iniciou há 90 dias. A logística realmente é muito grande e não é fácil checar uma série de itens, tais como: caminhão de apoio (todas as ferramentas necessárias), caminhão prancha, carros de apoio leve 4×4, uniformes, reserva de hotéis, definição da equipe (mecânicos, motoristas, cozinheiros, ajudantes, etc). Mas contamos com a experiência do ano passado, o que nos fez resolver todos os quesitos com maior tranquilidade.

CC – Vocês tem treinado e que tipo de trilhas costumam pegar aqui em Fortaleza para acertar os carros?

CR – Para efeito de preparação técnica e física participamos dos últimos Piocerá (3º na cat. Protótipo) e do RN1500, prejudicado pelas chuvas e teve o percurso reduzido. Em ambas as provas enfrentamos os mais variados tipos de terreno, piçarras, pedras, lamas e muita água. Realizamos ainda, dois treinos no Beach Park, aqui em Fortaleza, onde testamos o carro nas dunas e trechos de piçarras com muita pedra solta.

CC – O que achou sobre o fim de limite de velocidade para Carros, que antes era 150 km/h?

CR – Acho correto, pois cada piloto deve definir/achar o seu limite pessoal (piloto/carro). Será um item a menos para nos preocupar e tirar a nossa atenção da pilotagem. No Sertões passado chegamos a atingir nos “retões” mais de 170 km/h.

Fotos:Doni Castilho/Divulgação.

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