Entrevista – Luiz Aguiar

23 de junho de 2009

No dia da definição do grid de largada para o Rally Internacional dos Sertões 2009 conversamos com o piloto cearense Luiz Aguiar, da equipe Evolution Racing Team, que vai disputar a categoria Super Production com uma  Mitsubishi L200 RS. O Cearense, 43 anos, reestréia no  Sertões  após cinco anos longe do grid. Participou das edições 2002 e 2004. Nesta edição fará dupla na maior prova off-road do país com Sérgio Bessa, navegador também cearense que participará de vários campeonatos mas estreará na competição. A expectativa e adrenalina dupla são grandes, mas a equipe vem se preparando com treinos e espera cumprir mais o desafio de mais de 5 mil quilômetros, percorridos em 10 dias por sete estados. Confira a entrevista:

Carros e Corridas –  Após duas participações no Rally dos Sertões você retorna depois de cinco anos fora do grid. Como está a adrenalina para este retorno?

Luiz Aguiar – A cada dia que passa e o início do rali se aproxima, a adrenalina aumenta. Fico torcendo para que a prova comece logo e a gente possa aliviar essa tensão. Porém, é importante saber dosar tudo isso, para que não hajam precipitações que venham a prejudicar o nosso desempenho. Temos que tomar cuidado para não andar além nosso limite e do carro também.

C C –  O que achou do roteiro da edição 2009, porque parece que será um dos rallys mais complicados da história da prova?

L A – A cada edição o Sertões fica um pouco mais complicado. O roteiro, por ter a maior parte inédita, está desafiador, com muitos trechos travados. Assim os competidores podem se igualar um pouco mais. Por exemplo, quem não tem um carro com muita potência pode ter oportunidade de conseguir bons resultados, desde que saiba andar bem em trilhas difíceis.

C C – Quais os principais equipamentos de segurança que usam e o que tem de especial no carro para lhes proteger caso algum acidente ocorra?

L A – Basicamente os principais equipamentos são a gaiola (Santo Antônio) bem reforçada, o cinto quatro pontos, um sistema de extinção de incêndio bem distribuído pela cabine, uma chave geral para cortar a parte elétrica em caso de fogo, o capacete e o macacão antichamas homologados pela FIA. A gaiola e o cinto quatro pontas nos salvou no último acidente no RN1500, o carro capotou forte várias vezes e Bessa e eu saimos inteiros. O capacete dele saiu arranhado, mas o protegeu. Imagina se ele estivesse sem esse equipamento. Ainda vou tentar conseguir um “hans” para proteger o pescoço (parte cervical) também.

C C – A categoria de vocês é uma das mais disputadas, qual a sua expectativa?
L A – Primeiro, a principal meta é chegar em Natal. Depois gostaria de ficar entre
os 10 na Super Production.

C C – Há vários cearenses de destaque no off-road, que como você devem ser apaixonados por este esporte, a que se deve isto?

L A – Acho que é porque temos um litoral lindo e extenso e o cearense gosta muito de sair pelas praias fazendo off-road. Muitas marcas de buggy foram fabricadas por aqui. O Troller é feito no Ceará. Todos nascidos para andar em beira-mar. Outro fator foi o destaque que Solon Mendes, Rogério Almeida, Armando Bispo e Riamburgo Ximenes, só pra falar de campeões do Sertões, conseguiram nacionalmente, isto fez com que outros quisessem também participar dos ralis. E ainda tem muita gente boa capaz de obter bons resultados nacionalmente.

Fotos: Divulgação

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