Stock Car: Circuito de Salvador deverá receber duas chicanes

1 de agosto de 2009

Um dos membros mais ativos da Comissão de Segurança formada pelos pilotos da Stock Car, Felipe Maluhy viaja a Salvador (BA) neste sábado (1º) para conferir os trabalhos finais no circuito de rua que receberá a sexta etapa do campeonato no próximo dia 9. O piloto da equipe Tracker Racing viaja ao lado de Felipe Giaffone, piloto de testes da JL, empresa fabricante dos novos carros da categoria. Giaffone será o responsável pela condução de um protótipo pelo circuito de 2.774 metros, montado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), na capital daquele Estado.

O teste servirá de avaliação para o circuito, que deverá receber duas chicanes para diminuir a velocidade em alguns trechos mais rápidos e, assim, aumentar a segurança. “O circuito em si é muito bom. A pista tem dez metros de largura, o que é um tamanho razoável; é mais ou menos dois metros mais estreita do que autódromos como Interlagos e Curitiba, por exemplo”, elogiou.

A visita ao circuito, segundo o piloto da Tracker Racing, será feita para avaliar as condições de segurança e a necessidade da instalação das duas chicanes. “Como é a primeira vez que a Stock Car vai fazer uma corrida em um traçado urbano, a comissão dos pilotos e das equipes, em conjunto com a Vicar (organizadora do campeonato), encontrou um consenso e achou melhor pecar pelo excesso de cautela do que pela falta de cuidados. Correr em circuito de rua já é mais arriscado do que em um autódromo, e achamos desnecessário assumir mais riscos do que já julgamos razoável”, explicou.

“O asfalto da pista está ótimo, mas haverá trechos com velocidades bastante altas, e julgamos isto um risco para os carros da Stock em um circuito de rua”, afirmou Maluhy. “Por isso o Felipe (Giaffone) vai fazer este teste com o protótipo”, justificou.

Os pontos que deverão receber as chicanes são a Curva 1 (no final da reta dos boxes) e a curva que antecede a Reta Oposta. Ambos os pontos, de acordo com Maluhy, deverão ser contornados em terceira ou quarta marcha, em velocidades que podem chegar aos 200 km/h. “Qualquer batida em uma curva de alta velocidade pode destruir o carro, e para aumentar a segurança devermos tomar estas medidas”, disse.
Após a visita e os testes, comissão de pilotos e equipes e a Vicar se reunirão novamente e decidir pela instalação das novas curvas. Fotos:Luca Bassani.