Maluhy enfrenta problema de freios

7 de agosto de 2009

A estréia da Copa Nextel Stock Car nas ruas de Salvador (BA) está sendo marcada por dois aspectos: a mais bem acabada estrutura de evento já apresentada pela categoria em seus 30 anos de existência, em grande parte graças ao apoio da comunidade local, e também as dificuldades apresentadas por uma única chicane do traçado de 2.724 metros montado no Centro Administrativo da Bahia. A prova está marcada para este domingo, a partir das 11h, com transmissão ao vivo pela Rede Globo de Televisão, dentro do Esporte Espetacular.

Dentro da pista, os pilotos se dividem entre elogios ao traçado e a polêmica em torno de uma chicane instalada na reta oposta, visando reduzir a velocidade dos carros. Algumas batidas e a necessidade de reposicionar a chicane causaram diversas interrupções nos treinos desta sexta-feira (7), a ponto de a última prática ser interrompida dez minutos antes do previsto devido à falta de iluminação natural.

Alto nível – “Este traçado é muito bom: é agressivo, tem freadas fortes e curvas rápidas. Ou seja, tudo o que um piloto quer para competir em alto nível”, explicou Felipe Maluhy, da equipe Tracker Racing, sétimo colocado no último treino livre e 13º na soma dos tempos do dia. “Mas precisamos resolver a questão da chicane – e isso deve ser feito já para a tomada de tempos de amanhã. A chicane visa reduzir a velocidade com que os Stock chegam ao final da reta, mas muitos carros estão esbarrando ali e obrigando a direção de provas a interromper o treino para reposicioná-la. No entanto, esse é apenas um problema em meio a centenas de coisas positivas neste evento”, resumiu Maluhy, que é integrante da comissão de segurança dos pilotos da categoria.

Felipe também comentou a evolução de seu carro na nova pista: “Nosso carro está ficando bom, e o 13º lugar é um resultado bastante razoável em uma pista que ninguém conhecia. Mas a verdade é que ainda temos que trabalhar no muito nosso acerto”, explicou. “Os freios são uma preocupação, por que temos pouca distância em retas para a refrigeração do sistema. Então, freamos para uma curva, fazemos o contorno, entramos na reta e logo temos que frear de novo para a curva seguinte. Por isso não temos tido tempo de aceleração suficiente para pegar ar limpo à frente e refrigerar os freios. Perdemos um jogo de pastilhas somente no primeiro treino. É um desgaste excessivo”, detalhou o piloto da Tracker Racing. Foto:Luca Bassani.