GT3 Brasil: Pilotos usam simuladores para melhorar desempenho na pista

12 de agosto de 2009

Imagine um vídeo game de corrida no qual você entra no carro, escolhe o modelo que você quiser, a pista desejada e a sensação é a de que você está realmente andando com aquele modelo, naquele traçado. Imaginou? Então, é exatamente isto que foi desenvolvido pela equipe CRT Brasil, que disputa o Itaipava GT3 Brasil com os pilotos Rafael Derani/Cláudio Ricci (dupla que lidera o campeonato de pilotos) e Walter Derani/Rodolpho Santos no Ferrari F430.

Utilizando o software de computador GTR2, produzido pela Atari, e peças de carros de verdade, o time desenvolveu um verdadeiro simulador de corrida que reproduz o que de fato acontece dentro da pista.

“Começamos a desenvolver o simulador há cinco anos. No começo usávamos para locação em eventos, mas com a profissionalização da equipe, passamos a utilizá-lo no preparo dos pilotos para as provas. O programa conta só com carros de turismo, mas as pistas podem sempre ser atualizadas”, garantiu a diretora de Marketing da CTR Brasil, Camila Maluf.

Em 2007, quando a categoria estreou no Brasil, um dos pilotos da escuderia foi Roberto Pupo Moreno. Apesar da enorme experiência – na Fórmula 1, Indy e participações nas 500 Milhas de Indianápolis -, o piloto estava fora do país havia 20 anos e fez bom uso do simulador para relembrar as pistas brasileiras.

“No primeiro ano do GT3, aqui no Brasil, o Moreno correu com a gente. Como estava há muito tempo correndo fora do Brasil, ele precisava recordar os traçados, então passava na equipe para usar o simulador e conhecer os circuitos”, contou Camila.

A responsável pelo marketing da CRT Brasil revela que alguns pilotos compraram simuladores para ter em suas próprias casas.

“O Walter Derani, que corre com a gente atualmente, tem um simulador desses na casa dele. O Pipo Derani, filho dele, que está correndo de Fórmula Renault na Europa, também usa para aprender as pistas, mesmo usando carro de turismo. O Cleber e o Vanuê Faria, além do Marcelo Sant’Anna (pilotos do Itaipava Trofeo Maserati), também compraram um simulador. Alguns deles, inclusive, conectam o simulador na internet para jogarem online, uns contra os outros, ao mesmo tempo, como em uma corrida real”, revelou.

O programa chega ao grau de perfeição de aplicar maior resistência nos pedais e no volante quando o piloto sai da pista. Como diz o ditado popular: homens serão sempre crianças; só muda o tamanho do brinquedo. Fotos:Luca Bassani/Divulgação.