Rodolfo Pousa: "Correr no autódromo de Piracicaba seria uma grande jogada”

14 de agosto de 2009

Um dos maiores desafios dos organizadores de categorias no Brasil é encontrar autódromos capazes de receber os campeonatos. Atualmente, as pistas mais usadas são as de Interlagos (SP), Curitiba (PR), Santa Cruz do Sul e Tarumã (RS), Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ). Muito pouco para um país com mais de 8 milhões de m² e tanta tradição no automobilismo. Um autódromo, no entanto, nunca foi utilizado por nenhuma competição nacional.

Em 2007, uma comissão da Copa Clio, incluindo pilotos e membros da organização do campeonato, esteve em Piracicaba para conhecer e vistoriar o traçado de 1100 metros do circuito paulista. Entre os pilotos presentes, estava o piracicabano Rodolfo Pousa, que acredita que a corrida em sua cidade natal seria bastante interessante.

“Como evento, seria muito legal. Seria a primeira corrida de um campeonato nacional lá. Com certeza o público seria muito bom, pois fica perto de Campinas (uma região muito rica do estado de São Paulo). Em qualquer lugar que o espectador sentar consegue ver a pista inteira e por ser um circuito curto, teríamos pegas a corrida inteira. Para o público, correr no autódromo de Piracicaba seria uma grande jogada. Mas o pessoal não se entendeu e o plano não saiu do papel”, garantiu o terceiro colocado na atual temporada da Copa Clio.

Para o piracicabano, mesmo com todos estes pontos favoráveis para que a corrida no interior de São Paulo passasse a fazer parte do calendário da categoria, algumas coisas pesaram contra.

“Para o piloto, a pista não é muito legal. É como se fosse um circuito oval, porque tem muro em torno do traçado inteiro, mas com o formato de uma bota. É muito difícil ultrapassar nesta pista e também não se pode falar que o traçado é dos mais bonitos. Mas tenho certeza que, como evento, esta corrida em Piracicaba seria muito legal”, analisou Pousa. A próxima etapa da Copa Clio acontece no dia 23 de agosto no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Foto:Fernanda Freixosa/Divulgação.