Copa Vicar: Marcelo Tomasoni vai com nova estratégia para Campo Grande

30 de setembro de 2009

O paulistano Marcelo Tomasoni (CM Capital Markets), piloto da Carlos Alves Competition Team, vai encarar de outra forma a sexta etapa da Copa Vicar, que acontecerá no próximo domingo (4), no Autódromo Internacional de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Tomasoni ainda não se adaptou perfeitamente à pilotagem do Stock Car da Copa Vicar, que é um carro potente, mas que exige certa “paciência” do piloto, nas freadas e nos contornos de curva. Em virtude da curta distância entre eixos e distribuição de peso acentuada na parte dianteira, realmente os carros da Copa Vicar demandam uma técnica específica para a sua pilotagem.

Muitos pilotos, inclusive bem mais experientes que Marcelo Tomasoni, sofreram um bom tempo para conseguir dominar esses bólidos melindrosos. Obviamente existem as exceções, como o caso do piloto Sergio Jimenez que estreou com pole, melhor volta e vitória na última etapa no Rio de Janeiro, mas a regra é que a maioria dos pilotos de outras categorias, demora para se acostumar com esse tipo de pilotagem menos agressiva e mais temperada.

Tomasoni está disposto a aceitar o “tempo” do carro, isto é, não vai se lançar para dentro da curva, tentando ser rápido e perdendo tempo na saída, por ser obrigado a levantar o pé do acelerador, para não perder a frente do carro. Foi o que aconteceu na corrida do Rio de Janeiro.

No comparativo com o outro piloto da Carlos Alves Competition Team, o curitibano Julio Campos (Sherwin Williams-Metalatex) atual líder isolado do torneio, Tomasoni estava sempre de 9 a 10 quilômetros mais rápido que Campos no início do contorno da curva, e perdia tudo na saída, no momento da retomada da aceleração.

“Tenho que tentar mudar o meu jeito de pilotar. No início do treino, sou sempre mais rápido que no fim, justamente o contrário dos outros pilotos. Começo calmo e sou rápido. Quando resolvo acelerar mais forte, para conseguir baixar o tempo, quase sempre pioro por não respeitar os limites do carro”, desabafou Tomasoni.

“Mas, pelo menos agora estou bem consciente que tenho que mudar. Estou indo para Campo Grande mais tranqüilo, e acredito que vou resolver esse problema que vem atrapalhando as minhas corridas”, conclui o paulistano.

O Autódromo Internacional de Campo Grande foi todo reformado para receber todas as categorias que compõem o evento Stock Car, inclusive com o recapeamento completo da pista.

Texto:Paulo Valiengo/Foto:Duda Bairros/Divulgação.