Coluna Paulo Valiengo: A grande importância da Copa Vicar

30 de outubro de 2009

Olá, moçada!

A última etapa da Copa Nextel, realizada no anel externo do Autódromo Internacional de Curitiba, diferentemente de outras provas mais calmas da principal categoria do automobilismo brasileiro, proporcionou ótimos pegas pela ponta, principalmente entre o ex-fórmula Um Ricardo Zonta e Allan Kodhair, o Japonês Voador (Foto). Zonta que é um piloto extremamente competente e agressivo encontrou pela frente outro concorrente decidido e corajoso, que não entrega sua posição a não ser que seja para bater.

Foi o que aconteceu no final da longa reta, onde Zonta deu um mergulho decisivo, e acabou virando o carro de Kodhair. Zonta foi punido com uma passagem pelos boxes e chegou apenas na 16ª. Faltando algumas voltas para o fim da prova Kodhair ficou parado pela pista e não marcou nenhum ponto. Nenhum dos dois foi beneficiado com esta briga.

Quem se aproveitou de toda essa confusão, foi o paulistano Ricardinho Maurício, que venceu mais uma prova, mostrando que está fim de vencer mais um campeonato, ou pelo menos dificultar bastante a vida do líder Cacá Bueno.

Por outro lado, na prova da Copa Vicar, vitória de ponta a ponta do experiente Rodrigo Sperafico, que largou na pole position e venceu a corrida defendendo bravamente sua posição de líder. Como a pista de Curitiba é muito larga, permitindo que vários carros andem lado a lado, Sperafico em quase todo fim de reta, tinha que ficar “por dentro”, para impedir a ultrapassagem, ora de Berlanda, ora de Rafael Daniel.

O esforço foi recompensado, por que venceu a corrida e ainda classificou a equipe de Carlão Alves, a Carlos Alves Competition Team, para retornar à Copa Nextel. Somente os dois primeiros colocados, no campeonato de equipes, podem subir para a Copa Nextel.

As corridas da Copa Vicar são na sua maioria uma pauleira total, onde os pilotos querem passar por dentro ou por fora, por cima ou por baixo, sempre arriscando demais. Mas, acredito que é essa seja mesmo a função dessa categoria de acesso. Lapidar o piloto para que ele possa finalmente participar da Copa Nextel, o último degrau do automobilismo de turismo brasileiro.

Grandes pilotos começaram realmente suas carreiras na antiga Stock Light, hoje em dia Copa Vicar. O maior exemplo de todos é o atual bi-campeão Cacá Bueno, que foi campeão na Light e se tornou um dos melhores pilotos sul-americanos. Os pilotos oriundos da Stock Light, enfrentam de igual para igual os outros colegas até com passagens de sucesso pela Fórmula 1.

Marcos Gomes, Thiago Camilo, Pedro Gomes, Thiago Marques, Alceu Feldmann, Nono Figueiredo, André Bragantini, Guto Negrão, Daniel Serra, David Muffato, Lico Kaesemodel, Norberto Gresse e etc, todos eles de uma maneira ou de outra, participaram e venceram na Stock Light e agora disputam mano a mano as corridas da Copa Nextel.

Thiago Camilo, por exemplo, nunca havia guiado nenhum outro tipo de carro de turismo. Ele saiu do kart e entrou direto na Stock Light e posteriormente ingressou na Copa Nextel, sempre andando na frente e vencendo corridas.

Como os carros da Copa Vicar tem uma grande potencia, e os mesmos pneus da Nextel, numa temporada completa o piloto tem todo o tempo necessário para amadurecer e controlar um pouco o seu ímpeto natural. Quando ingressa na Nextel, já está praticamente pronto para enfrentar a intensa disputa, sem cometer os erros ou os abusos anteriores.

Dessa forma a Copa Vicar não é apenas uma categoria de acesso à Copa Nextel, na verdade é um laboratório que proporciona certo “polimento” ao piloto. Todos aqueles que passaram pela Copa Vicar, comprovam a grande importância desta categoria. É isso aí. Até a próxima.

Paulo Valiengo.

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Fotos: Sanderson Pereira/Fernanda Freixosa/WE/Divulgação.