Satisfeito com trabalho no Carb Day, Vitor Meira enaltece carro eficiente no tráfego

28 de maio de 2010

Terminou nesta sexta-feira (28) o trabalho em pista na preparação para a 94ª edição das 500 Milhas de Indianápolis. O Carburetion Day, treino para que se faça a última checagem do pleno funcionamento dos carros, terminou com os dois pilotos da Chip Ganassi Racing como mais rápidos – Dario Franchitti e Scott Dixon foram os únicos que conseguiram voltas abaixo da casa de 40 segundos pelo oval de duas milhas e meia do Indianapolis Motor Speedway.

Dos pilotos brasileiros, o melhor colocado foi Bruno Junqueira, da FAZZT, em quarto, atrás ainda do líder da temporada da Fórmula Indy, Will Power, piloto da Penske. Helio Castroneves, pole da corrida, ficou em quinto. Mário Moraes foi o oitavo, uma posição à frente do compatriota Raphael Matos. Vitor Meira foi o 16º, Tony Kanaan ficou em 20º, Mário Romancini terminou o Carb Day em 22º e Ana Beatriz foi a 32ª colocada. Os 33 participantes foram à pista.

Meira, que pilota para a A.J. Foyt Racing, ficou satisfeito com o que sentiu durante os 60 minutos de treino. “Foi como esperamos, a nossa equipe conseguiu fazer tudo o que planejou. Meu carro se comporta bem no tráfego, eu estou bem seguro no trânsito. Isso é fundamental para quem vai ter que fazer uma corrida de recuperação, como eu, vindo lá de trás”, considera o brasiliense, que ocupa a 30ª posição no grid da corrida, válida pela sexta etapa do campeonato.

Mesmo ciente das limitações técnicas de sua equipe, Meira diz que vai à pista no domingo focado na vitória. “Tem que ser racional e saber da sua condição em uma corrida, mas eu vou para uma corrida sempre esperando uma coisa que a gente sabe que tem pouca chance de acontecer”, reitera. “Em primeiro lugar, eu me preparo para tirar o máximo do carro e das situações. Preciso estar ali, com a cabeça no lugar, pronto para abraçar o que puder aparecer”.

O bom desempenho planejado por Meira e a A.J. Foyt Racing para as 200 voltas da corrida passa obrigatoriamente pelo trabalho preciso. “Tudo que a gente não pode fazer é errar. Aqui, qualquer erro custa muito mais caro que em qualquer outra pista. A pilotagem tem que ser precisa, o trabalho nos boxes também. Talvez seja impossível acertar tudo, mas errar o mínimo possível é um ponto fundamental para que as coisas deem certo. E vão dar”, afirma, confiante.

A largada das 500 Milhas, no domingo, será dada às 14h de Brasília, com transmissão ao vivo para todo o Brasil pela Rede Bandeirantes – a narração será de Téo José.

Texto: Luciano Monteiro

Foto: Ron McQueeney/IRL