Júlio Campos busca seu segundo pódio na temporada 2010

3 de junho de 2010

Pela segunda vez na história da categoria,  Stock Car realiza uma corrida em pista de rua. A quinta etapa da temporada 2010 será disputada neste domingo (6) no Subsetor Sul 5 de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O desafio maior aos 34 pilotos serão as características do circuito de 2,2 km, que é composto por duas longas retas e trechos bastante travados, com os muros de proteção bem próximos à pista.

“Qualquer vacilo numa pista como essa leva o piloto para o muro”, alerta o paranaense Júlio Campos, oitavo colocado na classificação da Stock Car. Correr em circuito de rua não é novidade para o piloto da JF Racing. “Já fiz umas quatro ou cinco corridas em pistas assim nos Estados Unidos, quando corria na Fórmula Barber Dodge. Eu, particularmente, gosto de correr em pistas de rua, apesar do risco ser bem maior”, opina o piloto.

Para Campos, o risco de um incidente comprometer o trabalho do fim de semana exigirá maior cautela dos pilotos. “Nos treinos, vou procurar chegar a 95% do limite. O ideal será andar próximo do limite, mas sem arriscar muito. Qualquer distração pode gerar um toque e a perda de um treino inteiro”, recomenda. “Prefiro arriscar na hora certa, já no treino classificatório, para tentar uma boa posição no grid. Isso vai ser fundamental”, diz.

O paulista Alan Hellmeister, companheiro de Campos na JF Racing, tem a mesma linha de preocupação. “O risco é maior, porque circuito de rua não aceita o mínimo de erro. Errou, bateu”, concorda o piloto, que na etapa passada, no Rio de Janeiro, marcou seus primeiros pontos na temporada. “Acho que a corrida na rua em Ribeirão Preto vai ser bem movimentada, como foi a do Velopark, também uma pista nova no calendário”, arrisca.

Hellmeister frisa a necessidade de um bom trabalho na tomada de tempo classificatória. “Uma boa posição de largada sempre é importante, mas numa pista de rua eu diria que é determinante largar mais à frente”, define. Sua observação é pertinente ao objetivo manifestado por Jorge Freitas, chefe da equipe que tem nos carros as cores de Banco BVA, Cosan e Proauto: “O objetivo real é uma vitória. No mínimo os dois carros entre os dez primeiros”.

Texto: Luciano Monteiro

Foto:Divulgação.