Lucas terá mais atualizações no Canadá

8 de junho de 2010

Lucas Di Grassi lutou com um carro que apresentou problemas desde o início da corrida, mas mesmo assim concluiu o GP da Turquia, há duas semanas, prova válida pela sétima etapa do campeonato. Foi a primeira em que o brasileiro utilizou-se da versão revisada do VR-01, que tinha entre outras atualizações, um tanque de combustível maior, permitindo que mantivesse um ritmo sem a preocupação na economia de gasolina.

No Canadá, neste final de semana, Lucas e seu companheiro de equipe na Virgin, o alemão Timo Glock, terão novidades aerodinâmicas em seus carros, visando uma melhor adaptação aos 4.361 metros do circuito Gilles Villeneuve, localizado na Ilha de Notre Dame. “Teremos um novo pacote, que deve contribuir para a performance do carro. Além disso, terei um novo motor, pois o último teve vários problemas durante o GP da Turquia, o que comprometeu muito o meu desempenho tanto na classificação como na corrida. Então, estas novidades trarão dois pontos positivos, o que nos dá boas expectativas para o final de semana”, disse Lucas, que enfrenta mais uma pista na qual jamais disputou uma corrida.

No entanto, Di Grassi  (Clear, Sorocred, Locaweb, Eurobike, Schioppa) já conheceu as características do traçado por meio do avançado simulador da Virgin Racing. “É uma pista bem legal, que sempre resulta em boas corridas. O carro tem que ser bom nas zebras, e ter bastante velocidade de reta. O novo pacote vai ser essencial”, afirmou.

O traçado canadense é composto por curvas de baixa velocidade e seis longas retas, o que leva as equipes a usarem pouca pressão aerodinâmica. A maior reta do circuito tem um quilômetro de extensão, justamente entre o hairpin e a chicane final, que leva à linha de chegada. No trecho entre estas duas curvas, os carros podem chegar a 325 km/h.

“Trabalhei no simulador da equipe para me preparar visando esta corrida. As primeiras duas curvas são bem apertadas, então vai ser interessante ver como 24 carros irão contorná-la juntos após a largada. Já era complicado com dez equipes, imagine agora com 12”, disse.

Chuva – Previsões do tempo apontam chances de chuvas esparsas durante o final de semana na Ilha de Notre Dame, o que aumenta a possibilidade de pista molhada durante treinos e corrida. Isto, entretanto, anima Lucas Di Grassi. “Acho que quanto mais conturbada for uma corrida, quanto maior a loteria, maiores são as chances de uma equipe novata surpreender. E historicamente, isso já foi provado. Então, isso pode ser positivo para a gente”, afirmou o piloto da Virgin.

A largada para o GP do Canadá acontece às 13 horas (de Brasília), com transmissão ao vivo pela Rede Globo.

Foto: Virgin Racing/Divulgação