F-1: O próximo da lista

9 de agosto de 2010

Presente na F-1 desde 1970, o Brasil é um dos maiores celeiros de pilotos e campeões. Em 40 anos na competição, o país já teve 30 representantes, que, juntos, acumulam oito títulos mundiais, 101 vitórias, 125 poles e 283 pódios em 655 corridas, transformando a categoria na maior paixão do brasileiro depois do futebol e criando o ritual de acompanhar todas as corridas nas manhãs de domingo.

Para manter a tradição, uma nova geração de pilotos se prepara para repetir os feitos de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, com a maior promessa representada na imagem de Luiz Razia. Natural de Barreiras, na Bahia, o piloto de 21 anos corre atualmente na GP2, principal porta de acesso à F-1, e ocupa a vaga de piloto de testes e primeiro reserva da equipe Virgin, na qual correm Timo Glock e Lucas di Grassi.

Desde o início deste ano, quando aceitou o convite para integrar a Virgin, Luiz Razia já trabalha com as atenções voltadas à categoria máxima do automobilismo. “A minha preparação no inverno foi muito pesada, já focando a F-1. Como sou piloto de testes, corro o risco de substituir um dos titulares, e a F-1 tem quase 35 voltas a mais que a GP2 em uma corrida”, afirma.

Para Razia, a F-1 é a concretização de um sonho iniciado em 2002, quando começou a correr em pistas de terra na Bahia aos 13 anos, por incentivo do pai, Luiz Tadeu. A passagem para o asfalto foi em 2004, no kart, conquistando o título brasileiro e passando para os monopostos com 16 anos. De lá para cá, foram passagens por F-Renault, F-3 sul-americana, onde foi campeão, F-3000 Europeia, A1 GP, F-3 inglesa e GP2, tudo em um espaço de cinco anos.

O sonho de pilotar um carro de F-1 foi realizado em janeiro, no circuito espanhol de Jerez. Meses depois, participou de testes com um modelo da extinta Super Aguri e, atualmente, alterna as etapas da GP2 com sua função na Virgin, realizando testes no simulador e acompanhando todas as atividades do time, de olho no mercado para 2011.

“Estou observando a movimentação das equipes em relação à dança das cadeiras. Para o ano que vem, não teremos muitas mudanças nas equipes de ponta, pois a maioria das equipes estão mantendo seus pilotos, mas muita água ainda vai rolar. Estamos agregando patrocinadores para ano que vem estrar na F-1. Estamos tentando, mas não está nada confirmado. Enquanto isso, sigo trabalhando por um bom fim de temporada na GP2”, completou.