Quadricíclos e motos abrem o Super Prime

11 de agosto de 2010

A máxima do automobilismo de pista de que “nunca se ganha uma corrida na primeira curva, mas pode-se perdê-la”, também vale para as provas off road, ainda mais em uma prova tão longa e difícil como o Rally Internacional dos Sertões. Nesta terça-feira (10), foi realizado o super prime para decidir a ordem de largada dos competidores na primeira etapa. Ao longo do dia, cerca de 30 mil pessoas passaram pela área do Flamboyant Shopping Center para apreciar as máquinas e pilotos que, a partir desta quarta-feira, percorrerão 4.486 quilômetros entre Goiânia (GO) e Fortaleza (CE).

O público goiano foi um verdadeiro show à parte. Os cerca de 15 mil lugares das arquibancadas ficaram lotados para acompanhar o super prime, que teve início com os quadriciclos por volta das 20h. Logo na sequência foi a vez das motos. O campeão das duas rodas em 2001, Thiago Fantozzi (KTM 450) enalteceu a vibração da torcida.

“O maior diferencial do prólogo é a energia do público. Dentro da pista você consegue sentir esta vibração! Isto é do caramba! A Dunas (Race, organizadora do Rally dos Sertões) está de parabéns. O clima que foi criado pela empresa ao fazer o super prime aqui em Goiânia pela nona vez é realmente muito legal. A cidade abraçou o rally”, elogiou o paulista.

O mais rápido entre os pilotos em duas rodas foi Felipe Zanol (Honda 450), que cravou a marca de 1min27s10 no trajeto de 1.200 metros. “É minha primeira participação em um rali. Estou acostumado a fazer provas de enduro. A pista do prólogo se encaixou bem ao meu estilo de pilotagem e consegui fazer uma boa prova. Vou focar na navegação, para não me perder neste primeiro dia de rali e manter um bom ritmo”, analisou o competidor.

No prólogo dos quadriciclos o mais rápido foi o bicampeão da categoria, Robert Naji Nahas (protótipo), com o tempo de 1min31s20. Com isso, o piloto garante a honra de ser o primeiro a partir para Caldas Novas (GO), na abertura das dez etapas da 18ª edição da segunda prova fora de estrada mais difícil do mundo, atrás apenas do lendário Rally Dakar.

Campeão da categoria em 2007 e vice na última edição, Carlo Collet (BRP 800) sabe que um rali longo como o Sertões não se ganha no prólogo. “Claro que faz bem para o ego, mas um rali como o Sertões só começa a se decidir depois da quinta etapa. A prova tem muitos dias e você precisa administrar o equipamento, o físico e a mente, principalmente, na etapa maratona. Mesmo chegar à etapa maratona 30 minutos atrás do líder não quer dizer nada, pois tudo pode mudar. Acho que fiz uma boa prova aqui em Goiânia. Meu equipamento não é ideal para este tipo de circuito, por ser muito travado”, analisou.

Foto:Eliseo Miciu / Foto Arena/Divulgação.