Guilherme Spinelli conquista seu terceiro título do Sertões

21 de agosto de 2010

Foram 4.486 quilômetros de desafios, aventuras, muita poeira e adrenalina. A partida em Goiânia (GO) contou com 60 carros e 120 competidores. Destes, apenas um seria o campeão do 18º Rally Internacional dos Sertões. Coube ao experiente Guilherme Spinelli, o Guiga, ao lado de seu navegador Youssef Haddad (Mitsubishi Triton RS), a honra de ficar com o título da edição de 2010 da maior prova fora de estrada do Brasil, seu terceiro na competição.

O vencedor de 2003 e 2004 voltou após duas edições ausente. Depois de uma dura disputa com Klever Kolberg ao longo dos dez dias de prova, chegou a Fortaleza (CE), nesta sexta-feira (20/08), como campeão. “É demais ganhar o Rally dos Sertões. O mérito é de toda a equipe, do Youssef Haddad, que foi um excelente navegador, e também do carro. A Triton RS se mostrou um carro muito resistente e o equipamento tem que ser perfeito para vencer uma prova longa e difícil como é o Sertões”, afirmou Guiga.

Como a maioria dos competidores das quatro categorias do rali, o piloto também destacou a etapa maratona, quando os competidores não podem receber apoio da equipe após uma especial, como uma das mais difíceis. “O Sertões é um rali muito difícil como um todo, mas destaco a etapa maratona e o penúltimo dia de prova como os pontos chaves deste ano. O Sertões é um desafio gigante e estou muito feliz por superá-lo”, comemorou.

Segundo colocado este ano e primeiro na categoria etanol, Klever Kolberg estreou uma nova parceria com Flavio França (Mitsubishi Proton) e fez questão de enaltecer o trabalho da equipe como um todo. “Valeu muito. Não fossem os problema da roda, que me fez parar algumas vezes para trocar pneus, talvez tivéssemos vencido na geral. Mas devo dizer que esta edição do Sertões superou todas as minhas expectativas, assim como o carro que tivemos. Eu gostaria de agradecer a ProMacchina por ter preparado esse equipamento fantástico, gostoso de guiar e muito rápido. O time todo fez um trabalho sensacional e teve muita coragem para tomar essa iniciativa. Pena que só pudemos sentir o gostinho de estar na liderança, e não a confirmamos no final. De qualquer forma, foi uma honra pilotar este carro por esta equipe”, disse.

Considerado pelos pilotos como um dos melhores carros do Sertões, o BMW X3 foi conduzido por Paulo Nobre, o Palmeirinha, e navegado por Luiz Carlos Palu, ao terceiro lugar. O fanático torcedor do alviverde paulista fez um balanço do Rally dos Sertões 2010. “De todos os anos em que participei do Sertões, este foi o mais light. A etapa maratona que, normalmente, é um divisor de águas, foi paz e amor. Recebemos algumas penalizações, com isso ficamos muito atrás e não conseguimos nos recuperar. De todos os dias, o penúltimo foi o mais duro, mas o carro é muito bom e conseguimos andar muito bem”, analisou.

A 18ª edição do Rally Internacional dos Sertões cumpriu o prometido e apresentou aos seus competidores um dos roteiros mais difíceis de sua história. No duro percurso de 4.486 quilômetros por seis Estados – Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Maranhão, Piauí e Ceará – em dez dias de prova, muitos veículos enfrentaram dificuldades e não chegaram à capital cearense nesta sexta-feira. Dos 155 que largaram – 70 motos, 60 carros, 15 quadris e 10 caminhões – no dia 11 de agosto, 112 conseguiram chegar ao Beach Park – 47 motos, 45 carros, 12 quadris e oito caminhões.

Foto: Eliseo Miciu – webventure/Divulgação.