Organizador do Rally Internacional dos Sertões comemora sucesso de mais uma edição

21 de agosto de 2010

A 18ª edição da maior prova off-road do Brasil terminou na última sexta-feira (20), após 4.486 quilômetros percorridos ao longo de dez dias entre Goiânia (GO) e Fortaleza (CE). Para Marcos Moraes, organizador do rali, a disputa em todas as categorias foi um dos destaques de 2010. Outro destaque do Rally Internacional dos Sertões foi sua impacável organização e nível de segurança — algo que foi extensamente elogiado pelos participantes, em especial os estrangeiros. Estes últimos, aliás, garantiram metade dos títulos máximos entre os quatro tipos de veículos que disputaram a corrida. O espanhol Marc Comas e o polonês Rafal Sonik levaram para seus respectivos países os troféus de campeões na categoria geral das motos e dos quadricilos.

“Fazia tempo que não tínhamos em todas as categorias uma competitividade tão grande como tivemos neste ano. Nos últimos anos, tivemos carros com uma tecnologia mais avançada do que o que tínhamos aqui no Brasil, e essas equipes eram superiores, era praticamente um carro de Fórmula 1 competindo contra um Stock Car. Neste ano, conseguimos equilibrar isso. As equipes dos carros alternavam a liderança do rali a cada dia. Até o oitavo dia, os cinco primeiros colocados ainda tinham chances de ganhar. Isso aconteceu também nas motos, categoria na qual sempre tivemos a presença de grandes pilotos internacionais, mas os pilotos brasileiros também já tinham acesso à mesma tecnologia, colocando-os em igualdade de condições, e fazendo com que a disputa fosse acirradíssima.

Nos quadris o Rafal (Sonik, polonês) quebrou a hegemonia dos pilotos nacionais no Sertões. Foi a primeira vitória de um estrangeiro na categoria.

Já nos caminhões, tivemos os pesados chegando próximos dos leves na disputa pelo título, tornando-a bem diversificada e completa. Enfim, foi uma ótima maneira de comemorar 18 anos do Rally dos Sertões”, comentou.

Ainda falando sobre a maioridade da prova, Moraes relembrou como o Sertões cresceu e como o Brasil progrediu ao longo destes 18 anos de aventura. “Realmente foi um grande desafio, um longo tempo se passou nestes 18 anos. Aprendemos muitas coisas, mas o que mais marcou pra mim foi ver como as fronteiras do Brasil cresceu. A cada ano, a gente sobrevoa cada região e consegue enxergar melhor o nosso país, e o quanto está que está crescendo. Percebemos cidades pequenas com infra um pouco melhor, as áreas agrícolas sempre se desenvolvendo, e eu, que ando pelo Brasil afora há 18 anos, percebo um crescimento muito

significativo nesta questão social, de infra-estrutura, estradas… enfim, nisso houve de fato uma evolução muito importante. Os caminhos pelos quais passamos, o tamanho do nosso país, pudemos provar que temos condições de ter aqui, no Brasil, o melhor rali cross country do mundo”, afirmou.

Ao falar especificamente da prova deste ano, Marcos fez uma análise sobre as dificuldades do percurso enfrentado pelos competidores este ano, levando em conta o baixo número de abandonos, se comparado a anos anteriores. “Os quatro primeiros dias do rali foram de velocidades médias e com menos quebradeiras, com menores dificuldades. Isso fez com que um maior número de pilotos chegasse ao final. Da metade para o fim todos estão mais acostumados com o ritmo da prova, com menos adrenalina e pensando na chegada, isso faz os pilotos terem mais precaução e evitar problemas. Acredito que fizemos um bom roteiro. Há alguns anos, as equipes de apoio dos pilotos não tinham tanto acesso para realizar o resgate, e neste ano conseguimos trazer mais pilotos à chegada”, revelou.

Fotos: Ricardo Leizer, Fábio Davini, Theo Ribeiro/Divulgação.