Zebras altas de Monza impressionam Bruno Senna

9 de setembro de 2010

Bruno Senna reencontrou o circuito de Monza com poucas modificações em relação à pista onde correu pela última vez na Fórmula GP2 em 2008. No tradicional reconhecimento do traçado das quintas-feiras, sempre acompanhado do engenheiro Xevi Pujolar, o piloto da HRT F1 Team constatou que o “ataque” às chicanes precisará ser feito com o máximo de cuidado. “Isso aqui foi modificado para o ano passado e as zebras parecem blocos de concreto na tangência da curva. Assisti ao vídeo da pole do Hamilton. Se ele não passou por cima delas, então é porque ninguém consegue passar mesmo”, brincou.

Na parte da tarde, Bruno subiu na bicicleta e foi pedalar pelos quase seis quilômetros da pista. O ciclismo é a modalidade esportiva primária de sua preparação física. No domingo, Bruno e Lucas di Grassi participaram em dupla do triatlo de Mônaco. Di Grassi nadou um quilômetro e correu outros 10, enquanto Bruno completou os 100 km do ciclismo em três horas e trinta e oito minutos. “Foi um tempo bom, levando em conta também que começamos ao nível do mar e chegamos a 1.850 metros de altitude. Fiz a média de 27 km por hora e 171 batimentos cardíacos por minuto. Hoje, aqui em Monza, andei à velocidade de 28 km e batimentos a 135, o que dá uma idéia exata da dificuldade que foi o triatlo”, explicou.

Sobre as perspectivas para o final de semana, Bruno manteve a cautela habitual. “Não temos um pacote aerodinâmico especial para Monza como grande parte das equipes. Por isso, pelas características do traçado, não deveremos estar tão rápidos de reta como na Bélgica. Vamos ver se conseguimos fazer um pouco de diferença nas freadas. Nosso carro ainda é basicamente o mesmo do GP do Bahrein na abertura da temporada”.

Bruno reconhece que a pista molhada poderia ajudá-lo a reduzir a desvantagem do carro da HRT F1 Team na comparação com as demais pequenas, que são as reais adversárias da equipe espanhola. Mas a leitura da previsão da meteorologia foi desalentadora. “As chances de chuva estão próximas de zero nos três dias. Vamos ter de nos virar no seco mesmo”, concluiu.

Fotos: HRTF1/MF2

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