Stock Car/Copa Montana: Confira análise técnica de Campo Grande

17 de setembro de 2010

O circo da Stock Car, composto pelas Copas Caixa e Chevrolet Montana, aterrissa neste fim de semana na capital sul-mato-grossense de Campo Grande para a disputa da sétima e sexta etapas, respectivamente, da temporada 2010.

A prova tem uma importância vital para todos os campeonatos: marca o fim da fase classificatória da Copa Caixa, e começa a traçar os rumos dos favoritos ao título nas duas categorias.

O palco da disputa será o circuito Orlando Moura. Com 3.455 metros, parece uma simples pista vista de cima, com duas retas grandes entre oito curvas, seis para a esquerda e duas para a direita. Mas, na prática, a coisa não é tão simples assim: o forte calor da região, o vento que traz a poeira para a pista o tempo todo e a ausência de pontos de ultrapassagem tornam a corrida em Campo Grande um enorme desafio.

Revelação da Copa Chevrolet Montana em 2009, Cadu Pasetti (Xandô/Pioneer), representante da Gramacho Costa faz uma análise técnica para explicar os desafios que a pista sul-mato-grossense exerce no carro e no piloto:

Circuito

O circuito de Campo Grande apresenta uma mistura de curvas de alta e baixa velocidades, com uns quatro pontos de ultrapassagem. Dá para passar, mas é preciso perícia e cautela. Uma volta tem o tempo médio de 1min28s, que tende a baixar com os carros da Copa Caixa, e as curvas geralmente são feitas em terceira marcha. A mais desafiadora de todas é a situada no fim da reta oposta, longa e rápida para a esquerda.

Freios

Os freios precisam de uma atenção e cuidado especiais, pois são muito exigidos, já que o traçado do autódromo apresenta frenagens muito fortes. Provavelmente, a temperatura ambiente vai estar muito elevada, como ano passado, e, com as frenagens mais fortes, acontece um desgaste acentuado dos freios para o final da prova.

Pneus

Os pneus são outro ponto crítico, pois, antes da reforma e recapeamento do asfalto do autódromo, a pista consumia muito pneu devido ao seu asfalto abrasivo. Com a reforma o sintoma foi amenizado, mas a poeira que é levada para a pista faz com que tenhamos muito cuidado. Basta um errinho para sair do traçado, sujar os pneus e perder muito tempo para limpá-los novamente.

Estratégia

Na Copa Caixa, com a obrigatoriedade de um pit stop, a estratégia terá uma função vital, pois quem souber parar e acelerar na hora certa pode ganhar muitas posições, sem contar o fato de que os boxes são muito apertados, e entrar neles cheio acarreta em uma perda de tempo significativa. Já no caso da Copa Montana, a estratégia é acelerar fundo, tentar abrir uma distância confortável no começo e administra-lá ao longo da corrida tentando poupar equipamento.