Stock Car: "push to pass" melhora a prova de Campo Grande

21 de setembro de 2010

A oitava etapa da Stock Car foi a mais movimentada entre todas já realizadas no circuito sul-matogrossense desde 2002. Conhecido por ser um circuito de difícil ultrapassagem, comparado pelos pilotos a um kartódromo, a corrida que definiu os 10 pilotos que disputarão o título da temporada 2010 teve muitas ultrapassagens. “A prova foi diferente das outras por causa do botão push-to-pass, que aumenta a potência do motor”, garante o bicampeão Giuliano Losacco, da Equipe Flash Power. Ele saiu de 33º no grid e recebeu a bandeira quadriculada em 18º lugar. Foram 15 posições conquistadas por ele.

“Mudaram mesmo algumas referências aqui em Campo Grande. Todo mundo tentou aproveitar da melhor maneira esse botão de ultrapassagem, sobretudo no pelotão intermediário”, disse o paulista de 33 anos. Com o carro do Corinthians, pilotado pelo campineiro Antonio Jorge Neto, Losacco trocou várias vezes de posição. “A minha briga com o Neto foi legal porque usamos o dispositivo várias vezes, e correu tudo bem”, explicou. Em Campo Grande, o recurso técnico chegou a aumentar o ganho de performance em até seis décimos por volta.

Experiente, Jorge Neto concorda que a corrida foi totalmente diferente das outras e que não teve problemas na disputa com o rival da Equipe Flash Power. “Muita gente acha que o push-to-pass é só um benefício, mas não é bem assim. Para mim, é mais um componente do carro que o piloto tem de ter consciência para usar na hora certa. Hoje é um fator importantíssimo na estratégia. Sobre a minha briga como Giuliano não houve problemas, foi até divertido porque ele é um cara muito leal, sempre foi. A gente sabe com quem dividir uma curva sem medo de ser jogado para fora”, elogiou.

Apesar das 15 posições que ganhou na corrida, Giuliano Losacco acredita que poderia ter sido melhor caso não tivesse tomado uma pancada por trás de Pedro Gomes antes da parada nos boxes para o reabastecimento e troca de pneus. Na Corrida do Milhão, em Interlagos, Losacco já havia sofrido com as manobras do adversário. “No final da reta oposta, ele estava brigando por posição com alguém e acabou acertando a traseira do meu carro, que passou a perder rendimento. Acho que é preciso mais atenção de alguns pilotos.”

Foto: Carsten Horst/MF2