Fórmula Truck: Equilíbrio tende a continuar na pista do Velopark

5 de outubro de 2010

Depois da prova disputada em terras argentinas, a Fórmula Truck volta ao Brasil para dar continuidade à temporada 2010 dos Campeonatos Brasileiro e Sul-americano da categoria. Já chegando à sua reta final, os “gigantões” vão disputar a oitava etapa do calendário nesse domingo (10/10), pela primeira vez no autódromo Velopark, no Rio Grande do Sul. E a equipe Ford Racing Trucks (Ford/ Consórcio Case/ Automotiva Usiminas/ Cummins/ Eaton/ FrasLe/ BorgWarner/ Mahle/ Ferramentas Beta/ Molas Feeder/ Digipulse/ Tecnodiesel/ Stock AIG/ S.Y.L.) aposta no circuito gaúcho para tentar um pódio e subir na classificação dos torneios. “Nosso Ford Cargo está muito bom de estabilidade e descobrimos alguma coisa a mais de eletrônica que deve melhorar o motor. Com dois pilotos experientes, como o Danilo Dirani e o Bruno Junqueira, e a prata da casa, que é o gaúcho Andersom Toso, confio em um bom desempenho e em outro pódio”, acredita o chefe de equipe Djalma Fogaça.

O traçado de Velopark está localizado em Nova Santa Rita – a 27 km de Porto Alegre – e é o maior parque automobilístico da América do Sul. Porém, o circuito que vai sediar a Fórmula Truck é pequeno e apertado – com 2.278 metros de extensão – aumentando o risco nas ultrapassagens. Inaugurado no início deste ano, a pista é novidade para todos os pilotos e equipes, e quem conseguir se adaptar mais rapidamente já dá um importante passo para a vitória.

“Não temos noção nenhuma da pista, só entrando nela para ver qual é o melhor diferencial e a melhor relação de marchas para aproveitar as retas longas e as curvas fechadas. Os caminhões leves não levam vantagem em nenhuma pista do calendário, no máximo é igual aos grandes, mas demos uma melhorada na eletrônica e resolvemos algumas coisas que devem aprimorar o motor. O caminhão está muito bom ‘de chão’ desde o início da temporada, por isso acredito que dá para brigar por uma pole-position”, analisou o sorocabano Djalma Fogaça.

Danilo Dirani, piloto paulista da equipe Ford Racing Trucks que cravou as duas poles da equipe até aqui, acredita em mais um primeiro lugar no grid de largada para a prova gaúcha.

“Pelo que vimos pela televisão e soubemos por quem já correu lá, o traçado é bem curto e apertado, sem pontos de ultrapassagem, e isso teoricamente favorece os caminhões leves, como os nossos Ford Cargo. A cada prova conseguimos evoluir mais um pouco e vamos com certeza brigar por mais uma pole-position. Claro, temos de colocar o caminhão na pista para ver como ele vai reagir, mas o importante é fazer uma boa classificação. Para os caminhões, praticamente não existem pontos de ultrapassagem em pista nenhuma pelo tamanho deles, então largar na frente é essencial. Estamos tranquilos e confiantes em mais um excelente resultado”, declarou Dirani.

Para o mineiro Bruno Junqueira, que atualmente reside nos Estados Unidos e vem ao Brasil apenas para correr, o fato de ninguém conhecer a pista pode ser uma vantagem para pilotos com um pouco mais de experiência.“Todos estão no mesmo barco. Ninguém sabe como o caminhão se comporta lá, como é a melhor tocada, se o conjunto mecânico vai apresentar algum problema. Quem tem mais experiência para sentir a reação do caminhão pode levar vantagem. Além das curvas fechadas do traçado facilitarem nosso estilo de pilotagem, como em Londrina e Rio de Janeiro, onde andamos muito bem, nosso equipamento está bom. Estou sempre andando entre os oito primeiros e num traçado onde você precisa criar pontos de ultrapassagem, isso pode nos favorecer a alcançar mais um resultado positivo”, ponderou Junqueira.

Único piloto gaúcho na Fórmula Truck

O mais animado para esta prova é Andersom Toso, piloto do Ford Cargo nº 46. Gaúcho de Porto Alegre, o piloto é o único membro da equipe que já conhece a pista, tendo andado de Endurance esse ano, e o valioso conhecimento pode ser determinante nas pretensões da equipe de alcançar os primeiros lugares com os três caminhões.

“A pista é uma incógnita à primeira vista. Para os carros, ela é curta e apertada, não dá para correr muito, mas para os caminhões Ford, isso pode ser bom negócio. As retas não ficarão longas por causa do radar, obrigatório pelo regulamento. Isso pode ser nosso grande trunfo. Sem pontos de ultrapassagem, é preciso arriscar mais na classificação para largar bem e manter a posição. Estou muito animado por correr em casa e espero que meu caminhão continue com o ótimo nível que estava em Buenos Aires , onde fizemos nossa melhor corrida. O desempenho lá foi muito bom, mas a pista não permitiu ultrapassagens. A consistência do equipamento está fazendo diferença para nós e a continuar essa evolução, temos tudo para fazer uma excelente prova”, exclamou o animado gaúcho.

Foto:Orlei Silva.