GP Brasil de Fórmula 1: bastidores de uma corrida

28 de outubro de 2010

O autódromo de Interlagos está com as arquibancadas montadas, os hospitality centres instalados, os boxes prontos para receber os carros e equipamento das 12 equipes que disputarão o GP Petrobras do Brasil de Fórmula 1 no próximo dia 7 de novembro.  O softwall, novo muro de proteção na Subida do Café, estará pronto até esta quinta-feira. A Prefeitura Municipal, através da SP Turis, ocupa-se agora dos últimos detalhes para a corrida. Para receber uma prova de Fórmula 1 pela 29ª vez – com segurança para os pilotos e conforto para o público – há ainda um grande trabalho para ajustar o autódromo de Interlagos de acordo com as extensão do evento.  Um milhão de litros de água e 15 mil kwats/dia fazem parte dos números que ilustram o GP.

Para a disputa de uma corrida de Fórmula 1 a  FOM – Formula One Management  – desloca, em média, 750 toneladas de equipamentos em cargueiros especialmente fretados, além de outras 100 toneladas em vôos normais de carreira. Há ainda uma parte desse material que é transportada por navio. São mais de mil toneladas que devem ser cuidadosamente desembarcadas, transportadas e montadas no autódromo para os três dias do evento.

Os números de Interlagos são sempre gigantescos. Só de tinta antiderrapante – uma novidade em 2010 que tornará todas as faixas da pista com a mesma aderência do asfalto – foram 60 mil litros.

O suporte para o sofisticado e complexo sistema de computação e telemetria que fornece desde dados completos para as escuderias até simples refrigeradores para água e refrigerantes demanda um consumo de energia estimado em 15 mil kwats/dia, o suficiente para alimentar uma cidade de 45 mil habitantes.  No autódromo estão 65 geradores para produzir energia.

As arquibancadas tubulares para acomodar o público de Interlagos – que hoje já conta com 20 mil lugares nas arquibancadas de alvenaria – pesam três milhões de quilos. Graças a elas, cerca de 150 mil pessoas podem assistir aos treinos e corrida nos três dias. Banheiros químicos são 800, sem contar os 60 containers sanitários.

O abastecimento de água não potável do autódromo corresponde hoje a um gasto de um milhão de litros de quinta a domingo. Só no domingo são 400 mil litros. Também nos quatro dias 150 toneladas de lixo são retiradas de Interlagos.

Para que tudo isso funcione de maneira adequada, são dez mil pessoas – entre equipes de limpeza, trabalho de pista, segurança, suporte, serviços gerais, etc – escaladas para a grande operação de domingo. Para um público de quase 80 mil, a organização tem uma pessoa trabalhando para cada 8 espectadores.