Coluna Velocidade: Como ficam os brasileiros na F-1

2 de novembro de 2010

Olá, amigos leitores do site Carros e Corridas.

Em 1992 escrevi para o jornal Tribuna do Ceará página inteira dedicada ao Grande Prêmio brasileiro. Naquele ano vivíamos o tri-campeonato de Ayrton Senna, conquistado em 1991, e havia toda uma expectativa quanto à entrada de outros pilotos brasileiros que disputavam a extinta Fórmula 3.000 e Nigel Mansell conquistava, enfim, seu primeiro título na categoria.

Hoje, ao juntar os assuntos os quais catalogara para escrever essa coluna me deparei com uma possibilidade ruim para os pilotos brasileiros que disputarão a corrida deste domingo, Barrichello, Bruno (foto), Felipe, e Lucas. Dos quatro, apenas Felipe Massa tem assegurada sua vaga para a temporada vindoura.

Bruno Senna não permanecerá na Hispania Racing, escuderia a qual ele nunca deveria ter entrado, já que não reúne a menor condição de oferecer um equipamento decente para qualquer piloto iniciar seu aprendizado em uma categoria tão exigente quanto é a Fórmula Um. Sem dinheiro, o time espanhol leiloa seu cockpit para quem puder pagar mais e, apesar do apoio do Banco Cruzeiro do Sul e da Embratel, o representante da família Senna descartou sua permanência na sofrível equipe. Resta-lhe negocias uma possível vaga na Lotus.

Na equipe Virgin Lucas Di Grassi (foto) tem sofrido para chegar ao fim de poucas corridas e, apesar de seu talento e de seus resultados guiando um carro que saiu da esfera digital para as pistas, é outro que pode ser preterido em detrimento a alguém que leve maior volume de dinheiro para dentro da equipe. O ex-piloto de testes da Renault, em 2008, estreou na GP2 passadas seis etapas iniciais, mesmo assim,  disputou o segundo lugar com Bruno Senna, mostrando um índice de regularidade e aproveitamento inigualáveis. Apesar de suas credenciais não conseguiu um lugar na F-1 em 2009 e topou o desafio de estrear na Virgin, em 2010, que não lhe deu carro à altura de seu talento.

Mas a maior surpresa pode ser a saída de Rubens Barrichello  da equipe Williams.  Até o GP  coreano sua permanência era dada como certa, mesmo sem  a assinatura de renovação do contrato. Apesar do reconhecido mérito pelo seu trabalho no desenvolvimento do carro, Rubens pode perder o lugar por conta de uma soma de fatores ocorridos nos últimos 15 dias.

Primeiro foi o anúncio da saída dos patrocinadores que deixou Frank Williams e Patrick Head de pires na mão. Aliado a isso bateu à porta do time inglês o piloto venezuelano Pastor Maldonado, forrado por U$ 35 Milhões dos cofres de seu amigo soldado Hugo Chaves.  Essa cifra deve permitir à escuderia a compra de motores mais potentes que os Corswost e ainda sobrariam uns petrodólares para o bolso dos dois chefões.

A entrada da grana da Venezuela modificou a estratégia dentro da Williams, logo se percebeu demasiado elogio ao piloto Nico Hulkenberg, companheiro de Barrichello, o que aponta para um cenário menos animador quanto à permanência do nosso compatriota, tendo em vista a possibilidade de acerto com o alemão por cinco anos de permanência e um salário menor.

Nessa equação custo/benefício/lucro, Williams e Patrick talvez prefiram engordar seus bolsos a ter de formar uma dupla sul americana como a que formara com Antônio Pizzonia e Juan Pablo Montoya, mas desta vez a Petrobras não estampa sua logomarca na pintura dos carros ingleses.

Agora é esperar para ver como é que fica.

Race TV

Muito boa a programação da Race TV  (www.racetv.com.br) que nesta sema dará atenção ao GP Brasil de F-1. Feita por gente que entende de automobilismo, a emissora tem mostrado que existe jornalismo sério e comprometido com a informação. Sexta-feira às 20h (Horário Brasileiro de Verão) tem a segunda edição semanal do Debate Race com apresentação de Edgard Melo Filho (foto), comentários de Dedê Gomez, Carlos Lua e Octávio Guazelli. Nos bastidores o amigo Eduardo Abbas “Borracha”  comanda a edição.

Chuva

A Pista de Interlagos, nesta época do ano (Primavera) costuma ser banhada por chuvas ao final da tarde. Os serviços de meteorologia apontam a possibilidade de chuva para este domingo. Fernando Alonso foi um dos que mostrou preocupação com a meteorologia, creditando à chuva um dos fatores para definir o resultado da prova. Alonso conhece bem a pista onde assegurou os títulos em 2005 e 2006.

Motor

É de Alonso (foto) a vantagem para o último GP do ano, em Abu Dhabi. A Ferrari vai usar na última corrida da temporada um motor novinho, enquanto que Mark Webber e Sebastian Vettel já usaram todos os oito motores da Red Bull para a temporada.

Na Telinha

Lucas Di Grassi participa nesta  terça-feira (2) do  programa Arena SporTV, apresentado por Alexandre Moraes e com os jornalistas Claudio Carsughi, Lito Cavalcanti e Oscar Ulisses. O Arena vai ao ar a partir das 14 horas (Horário Brasileiro de Verão) – com reprise no SporTV2 às 20 horas.

SKY na F-1

A ReUnion Sports & Marketing  foi a responsável pela negociação do patrocínio da SKY à equipe Red Bull na corrida brasileira. Nos carros dos pilotos da escuderia, que ainda estão na luta pelo título da temporada 2010, a empresa de televisão por assinatura vai expor a sua marca nos defletores laterais. Com a concretização da negociação.

Até a próxima.

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