Um domingo triste, automobilismo cearense perde Daniel Maia

29 de novembro de 2010

Foi um domingo triste.

Se as pesadas nuvens da manhã deixaram o autódromo Virgílio Távora (CE) mais escuro e melancólico, ninguém imaginara que o público que alí estava para ver as disputas na pista teria um motivo para consternação.

Passava das 11h quando os carros da Fórmula V 1.8 rasgavam a reta dos boxes após autorizada a largada. Mas antes da segunda volta o carro número 20 de Daniel Maia, ao sair da Curva Dirce, entra na reta e perde o controle. Frações de segundos e uma fatalidade.

Nem mesmo a estrutura reforçada da célula de sobrevivência, nem o resistente chassi, tampouco a barreira de pneus atenuaram a força do impacto do carro.

Daniel era um piloto que conhecia seu ofício. Iniciou sua carreira no Kart e há três anos entrara para os Fórmula. Em 2008 foi apontado o piloto revelação da temporada, em 2009 já entrara na disputa do título e este ano buscava o vice-campeonato.

A abrupta abreviação da carreira desse piloto de  38 anos de idade, nos priva da convivência de uma pessoa que mostrava ser possível associar  gentileza e camaradagem  em um meio tão competitivo quanto é o mundo das corridas de automoveis.

O choque da perda de Daniel foi tanto que os organizadores das categorias Marcas, CTM, Fórmula V 1.8 e Superturismo decidiram por encerrar as atividades e cancelar as outras corridas daquele domingo que se seguia silencioso.

No rosto de seus amigos, colegas de trabalho, pilotos, mecânicos, fiscais, dirigentes e do público, um misto de incompreensão e dor.

Daniel corre agora em pistas onde as curvas serão acompanhadas em nossos sonhos, em nossas boas lembranças de alguém que soube fazer bem uma das coisas que mais lhe dava prazer.

Texto e Foto: Robério Lessa.