Piocerá mostra desafio ainda maior para as motos

26 de janeiro de 2011

Para percorrer 414 Km de prova, é preciso ter “sangue no olho” , como diz o sertanejo. A prova de regularidade para motos do Rally Piocerá começou cedo, afinal seriam quase dez horas entre Teresina-PI e Barreirinhas-MA. Nesta terça (25) teve início o maior rally de regularidade da América Latina e também o Brasileiro de Enduro organizado pela Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM). Logo cedo, às 5h30 da manhã, os competidores já se concentravam embaixo do mais novo cartão postal da capital piauiense, Teresina, a Ponte Mestre Isidoro (Ponte estaiada).

Às 6h da manhã, largou o primeiro piloto Helâindo Onofre, atual campeão Master do evento (Cerapió 2010), seguido de todo pelotão da categoria de másteres.  A primeira pegadinha aconteceu logo com cerca de 15 minutos de prova: um laço preparado pela organização da prova deixou muitos competidores perdidos e enrolados “literalmente”; um deles foi Alfredo Miranda (Over-50), Diretor Nacional de Enduro da CBM, mas que na prova é integrante da Equipe Os Abestados.

Alguns competidores se deram mal logo no começo do rally. O cearense Dardânio George Lopes (Master), em um vacilo, teve uma entorse no joelho, que o fez desistir da prova. Mas outros estavam tranquilos, é o caso do goiano Miguel Ribeiro.  “As referências todas bateram, fui o primeiro piloto a chegar no neutralizado de União, a prova está rápida e bem gostosa de andar,  afirmou o piloto da equipe GPS Off Road.

Ainda no Piauí, devido as cheias, e para não comprometer a integridade física dos pilotos, a direção de prova decidiu cancelar de 54 Km, ainda no Piauí, compreendidos entre os trechos 117 e 152 da planilha. Chuvas, que deixaram os trechos muito perigosos e com muita lama, quase instransponíveis.

Na cidade de Miguel Alves, ao norte do Piauí, os competidores de moto tiveram de atravessar para o estado do Maranhão em uma balsa, que os conduziu até o lugarejo de Duque Bacelar-MA. Motos e 10 carros da organização e imprensa atravessaram o Rio Parnaíba, o segundo maior do Nordeste, um momento para relaxar e pensar no restante do percurso do dia, afinal quase 10 horas de prova é para testar resistência técnica e física de qualquer um.

A partir do Brejo-MA, os competidores entraram em uma mata diferente, cercada de chapadas, muitas estradinhas, erosão e um trecho de cerca de 130 Km até a cidade de Barreirinhas com muita areia.  Como havia chovido, em alguns trechos a areia estava compactada, já em outros estava escorregadia como sabão, ressalta Eudes Santos Júnior, piauiense, piloto sênior da Equipe Avis Racing.

Faltando pouco para chegar em Barreirinhas, no trecho cheio de pedras, Ricardo Medeiros, maranhense da equipe Raposa Velha Racing Club, furou o pneu. Com a ajuda de populares ele cortou o pneu e seguiu na trilha até a chegada da equipe de apoio da prova.
Foto: Adalto Gomes Filho

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