Revisão para o feriado de Carnaval deve começar pelos pneus

2 de março de 2011

O último feriado de Carnaval teve o maior índice de violência já registrado em rodovias federais. De acordo com o balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), da meia-noite de sexta-feira até a meia-noite da quarta-feira de Cinzas ocorreram 3.233 acidentes, que resultaram em 143 vítimas fatais. E isso sem contar os dados das malhas estaduais, que felizmente apresentaram números menores do que os de 2009.

Além da imprudência dos motoristas e das más condições climáticas e das próprias estradas, boa parte desses acidentes foi causada pela falta de manutenção dos veículos. Por essa razão, a Bridgestone – maior fabricante de pneus do mundo – reforça a recomendação aos motoristas para que façam o check-up do carro antes de seguir viagem, a fim de garantir um feriado tranquilo em família e o retorno para casa em segurança.

A revisão ideal para pegar a estrada inclui a checagem de um grupo básico de itens do veículo como filtros e óleo do motor, água do radiador, sistemas de freio e de suspensão, bateria, faróis e palhetas do limpador do pára-brisa, entre vários outros componentes. Mas há um item que, segundo pesquisas, nem sempre é lembrado, apesar de sua vital importância: os pneus.

O ar interno (ou o nitrogênio, também utilizado para esse fim) é um dos componentes do próprio pneu. Sem ele, ou com seu volume abaixo do indicado, o pneu não tem como atender às exigências de desempenho previstas em seu projeto, comprometendo diretamente o comportamento e a segurança do próprio veículo. Por isso, as montadoras recomendam a checagem semanal da pressão dos pneus, a fim de evitar o desgaste prematuro ou a deformação desses componentes. A prática, no entanto, não é seguida por boa parte dos motoristas.

Pesquisa realizada pela Bridgestone recentemente apontou que um em cada cinco motoristas dos principais países latinoamericanos dirige habitualmente com baixa pressão em pelo menos um dos pneus de seu carro. Também importante, um em cada sete motoristas dirige em situação de risco por deixar os pneus com pressão abaixo do limite mínimo de segurança (9 psi abaixo do recomendado).

Como resultado, os motoristas desperdiçam anualmente 264 milhões de litros de combustível, o equivalente a US$ 121 milhões. Os números também refletem na emissão extra de 595 milhões de kg de CO2 na atmosfera.

Conheça os dez mandamentos para o uso inteligente do pneu:

1. Calibrar os pneus semanalmente de acordo com a indicação do manual do fabricante do veículo;

2. Fazer o rodízio de pneus. Veículos com pneus radiais a cada 8.000 quilômetros e veículos com pneus diagonais a cada 5.000 quilômetros rodados;

3. Evitar sobrecarga no veículo. Excesso de peso compromete a estrutura do pneu e aumenta o risco de danos ou de alterações estruturais importantes;

4. Fazer a manutenção preventiva de todo o veículo. Amortecedores, molas, freios, rolamentos, eixos e rodas atuam diretamente sobre os pneus;

5. Utilizar as medidas de pneus e rodas indicadas pelo fabricante do veículo. As partes do carro foram projetadas para interagirem de forma equilibrada. A utilização de pneus e rodas diferentes altera o equilíbrio;

6. Alinhar a suspensão e balancear os pneus sempre que o veículo sofrer impactos fortes, na troca de pneus, quando os pneus apresentarem desgastes irregulares, ao serem substituídos componentes da suspensão, quando o veículo estiver “puxando” para um lado ou a cada 10.000 km;

7. Utilizar o pneu indicado para cada tipo de solo. Rodar na cidade com um pneu destinado ao uso em terra (fora de estrada) provocará perdas no consumo de combustível, na estabilidade e na durabilidade das peças do veículo;

8. Observar periodicamente o indicador de desgaste da rodagem (TWI). Este indicador existente em todo pneu mostra o momento certo para se efetuar a troca, reduzindo o risco de rodar com o pneu careca. O limite de profundidade do sulco do pneu é de 1,6 milímetros;

9. Não permitir o contato do pneu com derivados de petróleo ou solventes. Estes produtos atacam a borracha fazendo com que ela perca suas propriedades físico-químicas e mecânicas;

10. Evitar a direção agressiva, com freadas fortes e mudanças bruscas de direção. Nunca ignore a existência de lombadas, buracos e imperfeições de piso. Os melhores pilotos de competição são aqueles que, mesmo rápidos, sabem poupar seus carros e pneus.

Fonte e Fotos: Reunion Press.