Klever e Flávio França ficam com a sétima colocação na abertura do Sertões

10 de agosto de 2011

Klever Kolberg e Flávio Marinho de França sentiram nesta quarta-feira (10) um gostinho do que será o Rally dos Sertões 2011. Os 83 quilômetros cronometrados da especial entre Goiânia e Pirenópolis (GO) levaram competidores a conservar seus equipamentos pensando no prosseguimento da competição, que ainda levará mais nove dias até atingir seu destino final, em Caucaia (CE).

“Foi um dia puxado, forte, com muita pedra. Preferi não forçar porque foi só o primeiro trecho, mas pela dificuldade desta etapa já podemos prever como será o restante”, afirmou o piloto do Valtra Dakar Eco Team, que fechou o estágio com o sétimo melhor tempo – 1h21min58s. Guilherme Spinelli/Yousseff Haddad foram os mais rápidos do dia, com 1h18min10s.

Klever afirmou ainda ter enfrentado problemas no caminho. “Passamos por um riacho e entrou água no filtro de ar. Isso tirou muita potência do motor, e andamos por cerca de dez quilômetros a uma velocidade muito baixa para o que o trecho permitia naquele momento. Continuamos assim até o filtro secar por completo e o motor recuperar sua força”, explicou.

“Quando voltamos a acelerar, encontramos um carro na frente. Emitimos o sinal de rádio pedindo ultrapassagem, mas o piloto disse que não ouviu. Isso nos fez perder um bom tempo, porque andamos cerca de 40 quilômetros ‘telegrafando’ no acelerador – acelerava para chegar, e tirava o pé para sair da poeira do carro da frente”, lamentou.

Para seu navegador Flávio Marinho de França, a especial foi de manter os olhos grudados na planilha. “Hoje não houve a mínima margem para erros. Bastante gente se perdeu. Apesar de curta, foi uma especial de muita navegação. Pena que para nós houve essa confusão no rádio, mas tecnicamente tivemos uma boa dose do que vai ser o rali daqui para a frente”, apontou.

“Se geralmente a primeira especial do Sertões é a mais tranquila, agora só tende a piorar. O bicho vai pegar”, prevê Kolberg.

Foto: Marcelo Maragni/Foto Arena