Klever supera dificuldade da especial mais longa do Sertões

16 de agosto de 2011

O sentimento é de alívio para quem chegou inteiro a Balsas (MA) na tarde desta segunda-feira (15), depois do final da etapa Maratona, que passou pelo Jalapão, no estado do Tocantins. Após o cumprimento da sexta etapa do Rally dos Sertões, saindo de Lizarda, é hora de as equipes fazerem mais uma revisão minuciosa nos veículos para a continuidade da competição.

A especial de hoje foi a mais longa do Sertões, com 428 quilômetros cronometrados. “E era bastante puxada. Havia muita buraqueira, trechos muito exigentes, erosões, lugares sinuosos… Tinha trechos em que a gente não andava 20 metros sem ter que fazer uma curva”, descreveu Klever Kolberg, do Valtra Dakar Eco Team, que fechou o dia na quarta posição, com o tempo de 5h07min30s.

Além dos buracos, erosões e do calor (faz 36 graus em Balsas), o Protom Etanol de Kolberg e seu navegador Flávio Marinho de França ficou sem o ar-condicionado logo no início da especial. “Foi um desfalque importante, tenho que admitir. Não se trata de conforto, mas sim de segurança, porque piloto e navegador chegam mais inteiros ao final, conseguem se concentrar melhor. Foi bem difícil hoje”, destacou Kolberg. Diferente dos modelos de rua, o sistema de refrigeração da cabine do Protom by ProMacchina fica localizado na parte traseira e só entra em atividade com a rotação do cardan (e não do motor), garantindo menor prejuízo em termos de potência do motor.

O resultado do dia recolocou seu adversário direto pelo título da categoria Protótipos Etanol na liderança. “O (Reinaldo) Varela forçou bastante hoje. Ele me passou e aí fomos logo atrás, forçando também. Estávamos no mesmo ritmo, mas ele aproveitou para passar várias motos e quadriciclos em um trecho largo da pista. E quando cheguei neles, já havíamos passado pelo retão. Tirando isso, foi uma boa especial. Entretanto, foi de longe o dia mais cansativo do Sertões”, definiu.

Foto: David Santos Jr./Fotoarena