Helio Castroneves protesta contra punição recebida em Motegi

18 de setembro de 2011

Aquela que deveria ter sido uma belíssima despedida da IndyCar no Japão, acabou se tornando mais uma corrida polêmica em razão de decisões da direção de prova. O alvo, mais uma vez, foi Helio Castroneves, que nem teve tempo de comemorar a chegada na 7ª posição em Motegi, após cair de 6º para 26º ainda na primeira curva da 15ª etapa do IZOD IndyCar Series. O piloto da equipe Penske foi punido por uma ultrapassagem em bandeira amarela na última volta, sobre J. R. Hildebrand, e passou a figurar na 22ª posição.

Castroneves não questionou a punição pois, de fato, uma saída de pista de Vitor Meira ocasionou uma amarela localizada, no exato instante em que executava a manobra. Ele protestou, sim, e de forma veemente contra o formato da punição, uma vez que em ocasiões anteriores coube ao punido devolver apenas a posição conquistada na interceptação. No caso do brasileiro, entretanto, ao invés de ser oficializado em 8º, coube a Brian Barnhart, o diretor de competição da IndyCar, debitar de sua classificação não uma, mas 15 posições.

Questionamento nesse sentido, junto ao diretor da Indy Racing League, foi feito por escrito pelo próprio presidente da Penske Racing, Tim Cindric. Por outro lado, em sua conta no Twitter (@h3lio), Castroneves manifestou seu descontentamento em português e inglês. “É muito triste ver uma pessoa destruindo uma categoria inteira (IndyCar). Brian Barnhart é inconsistente e muda as regras quando é conveniente e benéfico para seus próprios interesses. Na mesma corrida, televisionada internacionalmente, ele penalizou alguns pilotos e, outros, não. Faço minha a famosa frase do Paul Tracy: ‘Brian Barnhart é o palhaço desse circo’. Estou muito desapontado por terminar a corrida em 7º e ser colocado para 22º. Isso é um absurdo!”, desabafou o piloto.

Foto: Cris Jones/Divulgação.