Cesinha Bonilha sofre com o excesso de toques e com uma penalização

25 de setembro de 2011

A equipe Cesinha Competições e seus pilotos Cesinha Bonilha e Ulisses Silva  não tiveram o domingo como haviam planejado. A dupla disputou a quinta etapa do Trofeo Linea, no Autódromo Internacional de Curitiba, e volta para casa com um gosto amargo na boca.

Cesinha Bonilha havia garantido a segunda posição do grid de forma extraordinária, e prometia uma grande prova. “Na primeira bateria fiz uma boa largada, e cheguei ao final da reta emparelhado com o Cacá, mas como estava pelo lado de fora da tomada de curva, preferi recolher e evitar o toque”, diz Cesinha. De fato, a boa largada colocou o piloto londrinense em condições de já brigar pela primeira posição. “Quando recolhi, o Bragantini já estava embutido no parachoques, e perdi a segunda posição”.

A volta se completou com Cacá em primeiro, Bragantini em segundo, e Cesinha em terceiro. “Nesse momento meu carro era rápido, e comecei a negociar a segunda posição, e ultrapassei o André na subida em direção ao pinheirinho. Na freada ele já veio descontrolado e acabou batendo bem na minha roda dianteira”, com o toque, Cesinha teve o alinhamento de seu carro comprometido. “A partir dali, o carro era muito difícil de guiar, tinha que tirar muito o pé principalmente no “S” de alta,e qualquer movimento ele já passava a traseira, foi bem difícil”.

Algumas voltas, e foi a vez de Allan Khodair superar Cesinha: “Quando o Khodair chegou, não tive nem como pensar em segurar, tentei dar trabalho, mas ele passou, e logo em seguida ele levou o toque e escapou no “S” de alta, foi muita sorte não ter consequêcias maiores, aquele local é sempre muito perigoso, e os carros chegam muito rápidos”.

Faltando 5 minutos para o término, o piloto do Linea 99 começa a sofrer pressão de Fábio Carrera e do Clemente Jr. Cesinha ainda esboçou uma reação, mas não foi suficiente para segurar os dois carros. “Nessa de tentar segurar os dois, deixei escapar na segunda perna do “S”, e tive que me conformar com a quinta posição.

“Acho que devido as circunstâncias da prova, e dos acontecimentos, o resultado até que foi bom”, dizia o piloto, já se preparando para a segunda prova do dia. Fim da bateria com Cacá Bueno em primeiro, André Bragantini em segundo, Clemente Jr. em terceiro, Fábio Carrera em quarto e Cesinha Bonilha na quinta colocação. Ulisses Silva, com problemas em seu carro, se viu forçado a abandonar logo nas primeiras voltas.

Tudo pronto para a segunda bateira, e com os oito primeiros do grid invertidos, Cesinha ocupa a quarta posição do grid. Luz vermelha apagada e mais uma bela largada do piloto londrinense: “Dos quatro primeiros, somente o Popó não largou bem, e consegui me posicionar atrás dele, garantindo a segunda colocação. Na freada do final da reta eu estava por dentro, tranquilo, e vi pelo retrovisor a chegada do Lossaco, mas quando contornei a primeira perna ele já estava atravessando e vindo em minha direção, uma cena identica a da primeira bateria, só que agora era eu do lado de dentro, e ele não recolheu, entrou dividindo a curva já descontrolado, e acabou sobrando para mim que fui parar na brita, levei muito tempo para conseguir tirar meu carro de lá, e voltei no fim do pelotão”. diz inconformado o piloto.

Nesta altura da prova, Ulisses também havia feito uma boa largada, e vinha negociando posições no meio do pelotão, já ocupando a nona colocação. O jovem piloto Sargo escapa sozinho, vai na brita e o carro acaba calçando e capotando, o que exige a entrada do Safety Car.

Todos em fila indiana, com Cesinha na última posição e Cacá Bueno logo a sua frente. Três voltas se completam com a presença do Safety, e relargada. “Tentei acompanhar o rítimo do Cacá, e tinha um carro muito rápido, muito bom de guiar, e fomos negociando as posições, ele deu mais sorte ao ultrapassar um dos carros, no final da reta e eu fiquei, me obriguei a contornar o “S” do final da reta atrás desse piloto, e só consegui ultrapassá-lo na reta oposta, mas o rítimo era bom, vinha tranquilo, negociando posições e avançando, quando recebo pelo rádio a notícia da penalização”. Nesse momento Cesinha ocupava a oitava colocação. “Não consigo entender o que é que acontece. Em Londrina foi assim, e agora a reprise em Curitiba. Fui conversar com a direção de prova e ai que fiquei mais inconformado ainda. O próprio Giuliano Lossaco entendeu que eu não tive nada a ver com o toque, e pior, fui o maior prejudicado pois acabei saindo da pista, fui para o final do pelotão”, diz ainda inconformado o piloto londrinense.

“Não quero e nem vou ficar reclamando porque não é de mim esse tipo de atitude, mas o evento não merece isso. Temos hoje a categoria mais equilibrada de todas, com grandes nomes, com uma organização de dar inveja a qualquer outro evento, carros bastante competitivos e toda prova é a mesma coisa. Meu carro e o carro do Ulisses em SP, ao final da prova, pareciam haver saido de uma prova de demolicar, e ninguém foi punido, é desanimador”, complementa Cesinha.

Ulisses terminou a bateria na nona colocação. O piloto que volta de um grave acidente na etapa de São Paulo teve uma participação discreta. “Insisti muito para que o Ulisses andasse essta etapa, quanto mais rápido se volta a pilotar é melhor, e é claro que ele sentiu tanto o acidente, quanto a mudança de carro. Por mais que trabalhemos suspensão, freios, e os acertos como um todo, leva tempo para acertar verdadeiramente um carro, não se faz isso em um final de semana. Acho que com tudo isso o resultado é bastante positivo para ele também”, disse Cesinha.

O próximo desafio do Trofeo Linea é em Porto Alegre, no Velopark, nos dias 29 e 30 de outubro. “Vamos retomar os trabalhos essa semana, temos desafio daqui dois finais de semana pela Spyder Race, em Londrina mesmo, e queremos estar bem preparados. Vamos para o Velopark atrás da vitória” encerrou Cesinha.

Fotos: Jean Tortato/Divulgação.