Nelsinho lamenta resultado: “podia ter vencido”

2 de outubro de 2011

Nelsinho Piquet foi o melhor rookie da classificação e da corrida, obteve seu 4º top-5 na temporada (e o sétimo top-10), avançou uma posição no campeonato e agora está a 23 pontos do top-10 na Nascar Truck Series. Mas o quarto lugar na corrida de Kentucky teve um sabor amargo.

“Hoje era para ter vencido. Foi tudo perfeito o dia todo, até inventarem uma parada quando ninguém parou. E isso acabou jogando no lixo a chance de ganhar”, avaliou o brasileiro, que liderou mais de 40 das 150 voltas da corrida.

A exemplo do que havia feito na primeira prova do ano no oval de 1,5 milha, em julho, Piquet Jr. classificou o Chevrolet Silverado número 8 em terceiro lugar no grid. Nas 20 corridas disputadas até agora no ano, o brasileiro largou entre os dez melhores em nada menos que 14.

Ele permaneceu entre os cinco primeiros até o giro 21, quando aconteceu a primeira rodada de pitstops, aproveitando a segunda bandeira amarela da noite. Como não trocou pneus (apenas teve a picape reabastecida), ele deixou os boxes na liderança.

Na relargada, conseguiu conservar a ponta mesmo com pneus mais desgastados que os adversários diretos, inclusive o pole position e líder do campeonato, Austin Dillon. “Então deu para notar o quanto estávamos bons na prova. Ele foi muito rápido o dia todo. Achava que até mais rápido que eu. Mas naquele momento da corrida eu consegui abrir vantagem”, lembra Piquet, sobre a folga de 4s que impôs até a bandeira amarela da volta 41, quando os líderes voltaram a parar.

Após trocar quatro pneus e reabastecer, o brasileiro saiu em nono dos boxes. Escalou o pelotão com facilidade, realizando ultrapassagens tanto pela linha externa quanto pelo traçado interno da pista. Era o terceiro colocado quando saiu nova bandeira amarela na volta 67, quando foi chamado para completar o tanque de combustível.

Novamente o truck número 8 superou com facilidade os rivais na relargada, para retornar à liderança na volta 72. Oito giros depois, veio a sexta bandeira amarela da noite. Mas a relargada não foi problema para Nelsinho Piquet, que conservou a ponta e voltou a abrir vantagem para o pelotão dos líderes.

No giro 86, o time voltou a convocá-lo para os boxes. Havia saído outra bandeira amarela, e a KHI apostava numa estratégia ousada com seu piloto em primeiro lugar: se houvesse mais uma bandeira amarela até a volta 150, o truck número 8 não teria de parar novamente.

“Inventaram, quiseram fazer uma jogada diferente, que não deu resultado. Voltei para a pista quase em vigésimo, no meio do trânsito. Daí o que era bom ficou bem ruim. Sob turbulência, o truck ficou mais instável e os pneus foram gastando bem mais rápido. Então virou uma corrida de sobrevivência. Era ficar na pista, arriscar quando tivesse uma oportunidade e torcer para sair a bandeira amarela, que nunca veio”, disse Piquet Jr.

Relargando em 17º na volta 90, o brasileiro novamente foi superando os adversários, até chegar à liderança pela terceira vez na volta 132. Mas, sob bandeira verde, não havia autonomia para ir até o fim. E ele acabou obrigado a fazer mais uma parada para combustível a 12 voltas do final, quando liderava com folga sobre o segundo colocado.

Voltou em quarto, posição em que cruzou a linha de chegada na prova vencida por Ron Hornaday, seu companheiro de equipe.

“Agora é pensar em Vegas, onde temos chance de ir bem. Acho que hoje foi o dia mais triste da temporada para mim. A gente estava voando e o quarto lugar foi pouco”, resumiu Nelsinho Piquet.

Ele marcou mais 41 pontos e agora é o 11º colocado no campeonato. A próxima corrida da temporada será em Las Vegas, no dia 15 de outubro.