GP da Malásia, um desafio para os pneus

22 de março de 2012

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=AnRc-ipn8iA&list=UUaukz374eCyx825wqZtC92g&index=2&feature=plcp[/youtube]

Neste domingo (25) acontece na Malásia a segunda prova da temporada 2012 da Fórmula Um. O circuito de Sepang é um dos mais difíceis para os pneus por conta da alta temperatura da pista, que pode exceder os 50 graus centígrados durante o dia, além da superfície abrasiva.

O outro ponto-chave em relação aos pneus é a alta demanda lateral imposta pelo circuito, tendo as sequencias de curvas cinco a sete e 12 a 13 como as mais desafiadoras.

Durante a entrada da primeira curva, apenas 460 metros após a linha de largada, os pneus dianteiros tem que fornecer aderência e direção – que se torna crítica no meio da curva devido à baixa velocidade e consequente falta de downforce aerodinâmica. A tração é particularmente importante para a segunda curva, pois ela leva a uma reta de alta velocidade, portanto, uma boa saída é essencial.

Através das curvas rápidas do circuito (duas delas são feitas a mais de 250km/h) os pneus tem que lidar com forças laterais até 4G principalmente na região dos ombros: justamente a parte que retém mais calor. Principalmente para contornar a curva três, os pilotos precisam de muita estabilidade dos pneus.

As curvas cinco e seis também são rápidas e o carro está sempre rente ao chão, pois não há zebras altas em Sepang. Como sempre, os pneus são uma parte vital da suspensão do carro, absorvendo qualquer solavanco e imperfeições da pista.

A última curva, a 15ª, leva a uma desaceleração de 5.3G. A frenagem é feita em uma linha reta para maximizar a sua eficiência. Em seguida, o piloto faz a curva em alta velocidade, com o pneu externo absorvendo toda a força de ambas as acelerações: transversais e longitudinais. A entrada para esta curva geralmente oferece uma boa oportunidade para ultrapassagens, graças ao uso do KERS e DRS também.

Fonte: Pirelli.

Tags: