Pista de Santa Cruz do Sul é novidade para um terço do grid da Truck

15 de agosto de 2014

2958f302caeb04164e444024344325adO Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck volta a Santa Cruz do Sul (RS) para sua sexta etapa. A corrida de domingo (17) vai confrontar os pilotos no Autódromo Internacional Oswaldinho de Oliveira. O circuito é um dos mais seletivos da competição, característica apontada pelos pilotos como desafio maior no trabalho de acerto dos caminhões. Nove dos 28 inscritos na corrida, praticamente um terço do total, terão no GP Aquarius Hotel o desafio de pilotar pela primeira vez um caminhão no circuito gaúcho de 3.530 metros.

Dos nove pilotos que terão o desafio inédito, apenas um já conquistou vitórias em Santa Cruz do Sul. Raijan Mascarello, mato-grossense que pilota o Ford da DF Racing Fans, ganhou duas vezes a etapa gaúcha do Brasileiro de Spyder Race, em 2011 e 2012, ano em que também venceu naquela pista pelo extinto Brasileiro de GT Premium. “A pista é ótima para pilotar carros, travada e com muitas curvas, mas boa de guiar. Com o Truck teremos mais trabalho. Já me dei bem lá, pode ser a pista do meu primeiro pódio na Truck”, torce.

Ronaldo Kastropil, paulista da Santa Carolina Racing Team, e Marcello Cesquim, paranaense que compete pela ABF Racing Team, pilotam caminhões Mercedes-Benz. Ambos disputaram etapas do Brasileiro de GT em Santa Cruz do Sul. “É uma pista legal demais, adoro o traçado”, diz Kastropil, que também atuou em etapas gaúchas da Spyder Race. Cesquim frisa o desafio nos treinos. “Largar na frente é importante, ultrapassar lá é muito complicado”, diz o piloto, que também atuou no circuito pela Stock Car Light e pelo Grand Challenge.

b68836bb5436b7e0ca6daf59e02c92a7Michelle de Jesus e Jansen Bueno tiveram em Santa Cruz do Sul suas estreias em competições nacionais. “Estreei lá, em 2012, no Mercedes-Benz Grand Challenge”, observa Michelle, que compete com um dos Volvo da ABF Motorsport. Bueno estreou no Brasileiro de Spyder Race também em 2012 na etapa gaúcha com o segundo lugar da classe Light. “As equipes terão trabalho no acerto do chão dos caminhões para as sequências direita-esquerda-direita”, antevê o piloto da equipe Muffatão, inscrito com um caminhão Scania.

Os paranaenses David Muffato e Diogo Pachenki tiveram experiências no traçado gaúcho pilotando na Stock Car ou em suas categorias de acesso. “A pista é interessante, a cidade é gostosa e tem um pessoal bem receptivo. Com o caminhão é novidade, mas já estou melhor adaptado”, diz Pachenki, piloto do Volvo da Copacol Clay Truck Racing. Muffato tem igual perspectiva. “Gosto do traçado, a adaptação vai ser tranquila. Já estou muito confortável na tocada do caminhão”, informa o piloto da DF Racing Fans, que pilota um Ford.

O catarinense Gustavo Magnabosco e o paranaense Jaidson Zini, que estrearam na Truck em 2014, jamais pilotaram em Santa Cruz do Sul. “Só conheço a pista pelo simulador”, revela Magnabosco. “Tudo vai ser novidade. O importante vai ser chegar até o fim da corrida”, continua o piloto do Volvo da ABF Motorsport. Zini também tem recorrido ao simulador da Fórmula Truck. “Já vi que não é uma pista fácil. O primeiro dia de treinos vai ser só para desvendar o traçado”, diz o piloto do Iveco da equipe Dakarmotors.

Fotos: Orlei Silva

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