Honda Mobil de Rali e Team HRC encaram Rally dos Sertões 2014

22 de agosto de 2014

honda14sertoesjean_dfotos_21082014001A disputa da categoria motos promete ser uma das mais acirradas e quentes da 22ª edição do Rally dos Sertões, que começa neste domingo (24), em Goiânia (GO), e vai até o dia 30, em Belo Horizonte (MG). Válida pelo Campeonato Mundial de Rally Cross Country para as duas rodas, a prova contará com a Equipe Honda Mobil, formada pelos brasileiros Jean Azevedo, Nielsen Bueno e Júlio “Bissinho” Zavatti, e a Team HRC (Honda Racing Corporation), equipe de fábrica da montadora japonesa, com os portugueses Paulo Gonçalves e Helder Rodrigues.

Para superar os adversários ao longo dos sete dias de prova, em 2.609 quilômetros de percurso total, sendo 1.573 de trechos cronometrados, a esperança nacional é o paulista Jean Azevedo, de São José dos Campos. Pentacampeão da competição, ele também é o piloto com mais participações no Sertões (total de 19). “Eu me preparei muito bem nos últimos meses, estou ótimo física e psicologicamente. Estou bastante motivado e vou fazer o meu melhor para buscar o hexa”, afirma o brasileiro, da categoria FIM 450cc.

Entre os estrangeiros, destaque para a vinda do atual campeão do Sertões e campeão mundial, o português Paulo Gonçalves. Ele é um dos mais entusiasmados para disputar o rally. “É muito legal correr no Brasil, pois tem uma prova bem desenhada e ótimos lugares para competir. Estou bastante empolgado, principalmente por saber que teremos o suporte da Honda do Brasil. Eles são muito profissionais e nos tratam como uma família”, destaca Paulo.

honda14sertoesjean_dfotos_21082014003Neste ano, a prova passará por sete cidades, sendo três inéditas: Catalão, em Goiás, e Paracatu e São Francisco, em Minas Gerais. A redução no número de etapas em relação a 2013 (dez para sete) faz os participantes acreditarem em uma disputa bastante igual. “Achei interessante o percurso, com novos lugares. A prova vai ser super disputada e o campeão será decidido nos detalhes. Temos que estar 100% focados a cada segundo”, completa Jean.

O mineiro Nielsen Bueno, que competirá pela terceira vez consecutiva, projeta um ritmo mais intenso. “Para este ano minha estratégia será menos conservadora, afinal o rally terá sete dias. Meu objetivo é imprimir mais velocidade, do início ao fim”, comenta o piloto, que utilizará a Honda CRF 450X.

Já Bissinho terá a oportunidade de competir pela primeira vez em uma equipe de ponta, como a Honda Mobil. “É uma grande responsabilidade representar esse time, mas se estou aqui porque tenho potencial. Ter o Dário [Júlio] como chefe deixa a equipe mais unida. Trocamos informações e nos ajudamos o tempo inteiro. Nosso clima é muito legal”, comenta.

Programação – sexta (22/08):

Os competidores realizam nesta sexta, no Autódromo de Goiânia, o último dia de vistoria técnica e participam da coletiva de imprensa, às 15h, e do briefing oficial, às 17h.

Confira o etapa a etapa do Rally dos Sertões 2014:

PRÓLOGO EM GOIÂNIA (GO)
23/08 – sábado
Deslocamento Inicial: 22,65 km
Prólogo: 10,82 km
Deslocamento Final: 18,75 km
Total: 52,22 km

O prólogo será em piso predominante de cascalho, estradas de fazenda com muitas lombas, bem sinuosa, com poucas pedras e uma travessia de riacho.

1ª ETAPA – GOIÂNIA (GO)/CALDAS NOVAS (GO)
24/08 – domingo
Deslocamento Inicial: 40,5 km
Trecho Cronometrado: 155,65 km
Deslocamento Final: 20,06 km
Total: 216,21 km

O primeiro dia de prova terá uma especial com boa quilometragem. Serão duas zonas de radar, sendo que na segunda haverá um abastecimento. Esta etapa é muito importante para os ajustes dos equipamentos e dos conjuntos. O começo será sinuoso, com muitos mata-burros, lombas e depressões. Depois, a prova continua em um trecho de estradas de fazendas mais rápido, com travessias de riachos. Na sequência, os competidores entram em um trecho mais travado, com muitas descidas e subidas. Nos últimos quilômetros, a especial fica mais tranquila, com estradas de média e algumas trilhas em fazendas, seguindo assim até o final.

2ª ETAPA – CALDAS NOVAS (GO)/CATALÃO (GO)
25/08 – segunda
Deslocamento Inicial: 39,54 km
Trecho Cronometrado: 202,23 km
Deslocamento Final: 18,59 km
Total: 260,36 km

Agora o rally começa para valer. Após um deslocamento rápido, o início da especial tem estradas mais travadas de fazendas e trechos de velocidade média, variando com algumas trilhas de belo visual. A prova segue em uma região de canaviais e plantações de eucaliptos, onde a velocidade aumenta muito. Após uma zona de radar (travessia de cidade e abastecimento), a etapa permanece travada em estradas menores, com muita navegação até o final.

3ª ETAPA – CATALÃO (GO)/PARACATU (MG)
26/08 – terça
Deslocamento Inicial: 22,20 km
Trecho Cronometrado: 209,86 km
Deslocamento Final: 128,39 km
Total: 360,45 km

Após um pequeno deslocamento inicial, a especial começa com piso bom e com velocidades variadas de média e alta, alternando trechos de piçarra com estradas de cascalhos. É uma especial dura e técnica. Serão três zonas de radar nesta etapa. A especial fica travada e sinuosa com estradas de fazenda e trilhas. O último terço da especial será em uma plantação de eucaliptos com muitas curvas e que exigirá muita navegação. O deslocamento final terá 80 km de terra em estrada boa.

4ª ETAPA – PARACATU (MG)/SÃO FRANCISCO (MG)
27/08 – quarta
Deslocamento Inicial: 135,24 km
Trecho Cronometrado: 363,85 km
Deslocamento Final: 86,21 km
Total: 585,30 km

Depois de um deslocamento inicial com 80 quilômetros de terra, a especial começa com estradas menores com muitas depressões, pedras e fazendas. Os competidores terão pela frente trechos de areia que lembram muito a região do Jalapão. O trajeto passará pela “Vereda da égua”, que inspirou Guimarães Rosa na obra Grandes Sertões Veredas. A prova segue por estradas mais rápidas, alternando piso duro, cascalho e areia. A etapa contará com três travessias de rios e dois pontos de abastecimento. No último trecho, a prova fica mais rápida e sinuosa, seguindo assim até o fim da especial. O deslocamento promete ser tranquilo até a travessia da balsa em São Francisco.

5ª ETAPA – SÃO FRANCISCO (MG)/DIAMANTINA (MG)
28/08 – quinta – MARATONA
Deslocamento Inicial: 223,57 km
Trecho Cronometrado: 335,98 km
Deslocamento Final: 85,89 km
Total: 645,44 km

Esta é a maior etapa de 2014. O deslocamento inicial será longo e por asfalto, com um pequeno desvio de 15 km por terra, bem sinuoso e estreito. A etapa “Maratona” começa no início da especial. Logo após a largada haverá um trial de aproximadamente 5 km em uma serra com muitas erosões e pedras. Em seguida, a prova fica rápida com muito cascalho. Depois, passa por um longo trecho de reflorestamento bem sinuoso e com muita navegação. Logo após o abastecimento, o ritmo diminui com muitas trilhas que lembram a região da Canastra. O trajeto fica travado até a travessia do Rio Jequitinhonha. Deste trecho até o final, muitos mata-burros, lombas e estradas de fazenda. O deslocamento final será em zona de velocidade controlada (radar) até o parque fechado em Diamantina.

6ª ETAPA – DIAMANTINA (MG)/DIAMANTINA (MG)
29/08 – sexta
Deslocamento Inicial: 0 km
Trecho Cronometrado: 178,87 km
Deslocamento Final: 25,42 km
Total: 204,29 km

Como os competidores dentro da “Maratona”, a especial começa na saída do parque fechado. Os participantes passarão por uma zona de radar inicial de 19 km. É sem dúvida uma das mais belas e completas especiais. Terá passagem por trechos estreitos de uma antiga ferrovia com muitas pedras, erosões e muita navegação. A prova fica mais rápida com estradas de média velocidade. A etapa terá duas zonas de radar. Na sequência, o trecho segue bem travado, com subidas de serra, com muitas curvas, erosões, pedras, travessia de rios e um visual fantástico. O último quarto da prova é mais rápido em estradas de piçarra e cascalho predominando estes pisos até o final da especial.

7ª ETAPA – DIAMANTINA (MG)/BELO HORIZONTE (MG)
30/08 – sábado
Deslocamento Inicial: 54,38 km
Trecho Cronometrado: 125,88 km
Deslocamento Final: 151,96 km
Total: 336,96 km

A última etapa começa com um deslocamento inicial de 54 km por estrada de terra. A especial será rápida, com piso de cascalho e travessia de rio. Depois, segue por estradas de piçarra com muitas lombas e mata-burros. A prova segue por um trecho de trial, subindo e descendo uma serra. A última parte é mais rápida, porém muito sinuosa. O deslocamento final será por asfalto até a chegada em Belo Horizonte, na Praça Geralda Damata Pimentel, na Lagoa da Pampulha, próximo à Igreja de São Francisco de Assis.

Fotos: Dfotos/VIPCOMM