Eric Granado fala sobre sua carreira em entrevista ao jornalista Eduardo Abbas

29 de setembro de 2014

12silverstone14_02_egranado-5O jornalista Eduardo Abbas, nosso colunista aqui no Carros e Corridas, conversou com o piloto Eric Granado, o único representante brasileiro no Mundial de Motovelocidade (MotoGP), que atualmente disputa a competição na categoria Moto3.

Abbas entrevistou o piloto na sua última viagem ao Brasil, e relata sobre sua luta em permanecer no MotoGP sozinho e sem apoio financeiro nem oficial.

Você acompanha parte da entrevista publicada na íntegra pelo site do jornalista (borrachatv).

Por Eduardo Abbas – Não é de hoje que os esportes a motor vivem uma crise de investimentos e de talentos, tanto nas quatro quanto nas duas rodas, o apoio das entidades para quem se aventura na Europa ou nos Estados Unidos não existe, na verdade nunca existiu, mas agora os patrocinadores é que preferem colocar suas gordas verbas publicitárias em clubes de futebol falidos e se meterem em escândalos governamentais.Erick Granado 09

Tivemos alguns representantes, mas o que mais se aproximou de conquistar alguma coisa na categoria principal do motociclismo foi o Alexandre Barros, graças a seu talento, seu apoio incondicional da família e de patrocinadores internacionais. Hoje, vivemos uma nova era do esporte, e aqui no Brasil ninguém quer, ou faz de conta que não vê, apoiar quem luta pela nossa bandeira.

Temos uma luz no fim do túnel, eu o conheço desde muito pequeno, levei algumas vezes para ser entrevistado no programa Linha de Chegada, que eu dirigia no canal Sportv, fiz algumas matérias e tentei, de todas as maneiras que conseguia, apoiar o talento e a garra desse menino paulista que somente agora chega aos 18 anos recém completados. Em uma entrevista que misturamos competição e assuntos pessoais, pude sentir que a idade e a responsabilidade chegaram fortes na personalidade do garoto.

DSC00149Eduardo Abbas – Você continua estudando?

Eric Granado Ano passado terminei o ensino médio, esse ano eu pensei em fazer um preparatório para vestibular, mas como estou morando na Espanha, vou me dedicar mais ao esporte, a mudança do ano passado para esse ano foi, pra mim, muito grande, treinei mais aqui no Brasil, eu quero fazer direito agora, pelo menos nos próximos  dois ou três anos, me estabilizar na carreira para viver do esporte que eu amo muito, no futuro fazer um curso, mas minha profissão é ser piloto de moto.

EA – Você mora em uma cidade pequena sozinho? Não tem amigos nem colegas por perto?

EG – O Nico (Niccolò Antonelli) mora lá, ano passado nosso contato era maior, estávamos na mesma equipe, o personal era o mesmo, mas esse ano a gente se separou, o meu personal é aqui do Brasil que a Red Bull trouxe pra mim, fazemos treinos diferentes, meu treino mudou totalmente. Colegas, tenho poucos. Tem um pessoal que anda de bike comigo ou correm comigo na rua, amigo para sair juntos eu não tenho, já em São Paulo eu tenho meus amigos, tenho coisas pra fazer o dia todo se quiser, já lá, se eu quiser andar, em 30 minutos já andei a cidade toda, ela tem cinco km de uma ponta à outra.

229821_423705_09alemania14_04_egranado_3EA – Você pensa em morar na Europa?

EGTalvez no futuro, quando puder morar em uma cidade maior.

EA E a comida?

EGEu nunca tive problema com comida, mas tenho uma dieta planificada e tenho que seguir, a comida do Brasil pra mim é muito melhor, a de lá é diferente e meu corpo sente.

EA Como está a vida na Moto3?

EGDesde o ano passado, quando comecei na Moto3, senti a diferença. Ela é uma categoria muito competitiva, esse ano estou em uma grande equipe, um oportunidade muito boa que eu estou tendo, mas está bem difícil, fiz uma pré-temporada excelente, tinha capacidade de me dar bem desde a primeira corrida, os treinos foram muito bons na primeira e segunda corridas, mas tive falta de sorte. Na primeira etapa fui derrubado, em Austin, no Texas. Eu tomei um tombão nos treinos, fiquei dolorido, mesmo assim corri, terminei a prova, que era o objetivo, coisa que não aconteceu no Qatar. Depois eu tive uma sequência de quedas, em algumas fui o culpado, em outras, fui derrubado, e o pior foi em Jerez, na Espanha, eu fraturei o dedo e perdi duas provas. A fratura agora esta zerada, não sinto mais dor nem nada, mas na pista não era o que queríamos, apesar de que essas primeiras etapas serviram de base, pra ver como a equipe funciona. Eu levei meu mecânico comigo, não é a mesma coisa que a equipe anterior, mas estou satisfeito com o time não com o campeonato.

Leia o restante da entrevista acessando: http://borrachatv.blogspot.com.br/2014/09/entrevista-exclusiva-eric-granado.html

Fotos: The Factor, MotoGP.com, Eduardo Abbas

ABBASEduardo Abbas, um dos mais respeitados profissionais de imprensa, especializado em automobilismo e indústria automobilística.  Dentre suas realizações destacam-se a criação e direção do programa Linha de Chegada,  a direção do programa Grid Motor, a  produção da Stock Car e toda parte de motorsport do canal  Sportv. Abbas foi também produtor da Fórmula Um na Rede Globo desde 1990 e é atual membro da ABIAUTO (associação brasileira da imprensa automotiva). Também atua como consultor na área de comunicação e automobilismo.

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