Clima incerto e possibilidade de tufão no GP do Japão

3 de outubro de 2014

L-Hamilton-Friday-SuzukaAs condições climáticas para o GP de Suzuka deste fim de semana parecem ser muito contrastantes, com as temperaturas dos treinos livres de hoje tão quentes quanto as do verão europeu, chegando aos 29ºC de temperatura ambiente e 41ºC da pista, muito quentes, e com a possibilidade de chuvas torrenciais e até a chance de um tufão atingir a região próxima do autódromo. No final do segundo treino livre, algumas gotas de chuva caíram em Suzuka.

Tudo isso provocará um profundo impacto nas estratégias de pneus, com as lições aprendidas nos treinos livres não sendo tão relevantes para a classificação e para a corrida. O pneu P Zero Laranja duro e o P Zero Branco médio foram escolhidos para o GP do Japão, com todos os pilotos completando o primeiro treino livre tendo o composto duro como a escolha mais natural. À tarde, o segundo treino livre incluiu voltas longas com ambos os compostos sendo testados com diferentes cargas de combustível, para simular condições de classificação e de corrida. Isso permitiu às equipes calcular os níveis de desgaste e degradação dos pneus.

O piloto mais rápido do dia foi o inglês da Mercedes (e líder do campeonato) Lewis Hamilton, com sua melhor passagem em 1min35s078 tendo sido cronometrada na segunda sessão – foi em sua segunda volta, usando pneus médios novos. Até o momento, a diferença de tempo entre os compostos médio e duro ficou entre 0s8 e 1s, mas pode diminuir ainda mais ao longo do fim de semana, conforme a pista for ficando mais emborrachada.

Um novo capítulo da história foi escrito hoje para a Fórmula Um e para a Pirelli, quando o holandês Max Verstappen se tornou o mais jovem piloto a participar das atividades de um fim de semana de Grande Prêmio, tendo usado pneus P Zero, com apenas 17 anos e três dias de idade.

Para Paul Hembery, diretor de motorsport da Pirelli na Fórmula Um, “após todo o primeiro dia de treinos não há grandes surpresas para nós no que concerne aos pneus: pelo contrário, as dúvidas são todas sobre o clima. E, obviamente, o uso de pneus vai ser totalmente definido por isso. Este é um dos circuitos mais exigentes do ano para os pneus porque eles estão constantemente em trechos de muita aceleração, de muita frenagem ou em curvas: não há trechos de trégua real em lugar algum do traçado. Apesar dessas demandas significativas, ainda estamos esperando de duas a três paradas para a maioria dos pilotos em circunstâncias normais, se os níveis de desgaste e degradação se mantiverem dentro dos limites que esperamos. A granulação foi extremamente reduzida; na verdade, quase insignificante. Só uma coisa é certa, há muita coisa para acontecer neste fim de semana.”

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Fato do dia Pirelli
Se um furacão atingir o circuito de Suzuka durante o GP do Japão neste fim de semana, não será a primeira vez que isso acontecerá. Em 2004, um tufão passou muito próximo de Suzuka, forçando o adiamento dos treinos classificatórios para a manhã de domingo. Uma solução para minimizar este risco seria antecipar a corrida, mas, historicamente, isso é muito difícil de acontecer. Nenhuma prova de F1 foi disputada no sábado, desde o GP da África do Sul de 1985. Em 1976, o primeiro GP do Japão, em Fuji, foi atingido por um furacão que atrasou o início da corrida, que resultou no título de James Hunt, após uma prova caótica – quem assistiu ao filme Rush sabe do que estamos falando.

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