Campos e Pizzonia topam desafio nas ruas de Salvador

14 de novembro de 2014

239597_455258_foto__1_Conjugar a velocidade necessária com os cuidados redobrados exigidos em uma pista de rua, cercada pela ameaça permanente dos muros, é o desafio dos pilotos no Grande Prêmio da Bahia, rodada dupla deste sábado na região do CAB e penúltima etapa da temporada da Stock Car. Com a classificação embolada e depois restando apenas o encerramento do calendário no próximo dia 30 em Curitiba, um acidente que complique o fim de semana pode ser desastroso para aqueles que lutam pelo título, como é o caso de Júlio Campos e Antônio Pizzonia, da Prati-Mico’s Racing, respectivamente 5º e 6º colocados na tabela de pontos.

Na quinta (13) foi realizada a montagem da estrutura dos boxes no Centro Administrativo da Bahia. Os mecânicos trabalharam no ajuste dos carros para um traçado completamente diferente da veloz pista de Tarumã (RS), onde Campos e Pizzonia venceram as duas corridas, enquanto pilotos e chefes de equipe se revezaram no reconhecimento dos 2.274 metros de avenidas por onde passarão os 34 carros. “Uma batida num muro a 50 km por hora aqui causa o mesmo prejuízo que uma pancada a 200 nos pneus em um autódromo”, lembra o uruguaio Juan Carlos “Mico” Lopez, o primeiro chefe de equipe a subir duas vezes ao alto do pódio no mesmo dia desde a introdução do formato de rodada dupla neste ano.

239597_455256_foto__5_“Mico”, que tem um 2º lugar como melhor resultado na capital baiana, sabe bem do que está falando. “Em 2013, o Campos avisou pelo rádio que havia raspado no muro, mas que o choque havia sido leve. Quando ele chegou aos boxes, vimos que o trabalho seria muito maior que o imaginado para fazer os reparos. Não existe pancada simples em pista de rua”, garante. Com o excelente desfecho de Tarumã, a Prati-Mico’s Racing assumiu a vice-liderança de equipes, a apenas quatro pontos da Full Time.

Vivendo sua melhor temporada na categoria, “Mico” veio a Salvador com uma meta clara: reduzir os atuais 18,5 pontos que separam Campos do líder Rubens Barrichello (Full Time). “Queremos ir para a decisão na melhor condição possível, porque Curitiba é nossa casa”. Campos, por sua vez, tem oito de frente sobre o parceiro Pizzonia. Com estilos diversos de pilotagem, eles pediram ao diretor-técnico que ajustasse os carros de acordo com as preferências pessoais. “Campos quer um carro melhor no contorno das curvas, enquanto o Pizzonia prefere um mais firme nas freadas. Aqui é ao gosto do freguês”, brinca.

Um complicador adicional, e que tradicionalmente dá o ar da graça em Salvador, é a chuva. “É preciso estar na hora certa no lugar certo em Salvador, porque uma chuva rápida pode mudar tudo. Não é uma pista onde o melhor carro tenha uma segurança de vitória”, diz. Por causa das dimensões reduzidas do local, o reabastecimento foi cancelado nesta etapa, e até mesmo a obrigatoriedade de troca de pneus deveria ser reavaliada no briefing entre a direção de prova e os chefes de equipe.

Fotos: Vanderley Soares/MF2

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