Paulo Plutarcho avalia primeira temporada no Automobilismo Paulista

28 de janeiro de 2015

Paulo-Plutarcho por Anderson Zambrzycki 03Foi, viu, venceu. A conjugação na terceira pessoa do singular, do pretérito do indicativo da célebre frase “vi, vim, venci” (Veni, vidi, vici), atribuída ao general e cônsul romano Júlio César , quando este descrevera, em 47 a.C. ao senado romano a vitória na Batalha de Zela, sintetiza toda a história vivenciada pelo piloto cearense Paulo Plutarcho na temporada de 2014.

Paulo havia decidido, ao final de 2013, que seguiria para São Paulo, a fim de representar o Ceará em um dos campeonatos regionais mais disputados do país, o Paulista de Automobilismo.

PAulo-e-Davi-PlutarchoJuntamente com seu filho Davi Plutarcho e os pilotos Minho Pimentel, Stênio Pimentel, Tarco Pimentel, e Antônio Pitta, comandou a equipe Totolec/Boteco Praia na pista do templo nacional do automobilismo, o Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos.

Com a sede dos campeões, nas 18 corridas disputadas em quatro categorias (Classic Cup T N HV8, Fórmula Vee-1600, Força Livre Top Series e Clássicos Competição), cravou seis poles positions, 13 pódios e venceu oito provas.

Tal desempenho deu a ele o título de melhor piloto do ano com 1.273,71 pontos somados, encerrando 2014 como o que mais somou pontos em toda a competição.Paulo-Plutarcho por Anderson Zambrzycki 01

“Você não tem ideia do quanto me sinto realizado com estes números. Foi um ano em que tivemos de dar uma guinada no nosso caminho dentro do automobilismo. Após ter passado dois anos no Automobilismo Cearense eu precisava de outros desafios, queria saber como estava meu nível diante de outros pilotos em uma competição com 42 carros no grid. Era outra etapa da minha carreira como piloto. Eu precisava deste desafio, Aqui em São Paulo o nível de competição é bem mais exigente, pois todos estão mais próximos das competições nacionais, o que nivela por cima o conhecimento e a preparação, então você tem que se empenhar mais ainda. Ser um representante da região Nordeste, do Ceará em meio a tanta gente boa e terminar o ano mostrando que o trabalho sério e dedicado pode ser feito em qualquer lugar já é, por si só uma conquista”, revelou Paulo.

Paulo PlutarchoO piloto também lembrou de todo o trabalho da equipe para a concretização do objetivo traçado por ele. “Eu não seria nada se não tivesse ao meu lado pessoas que me deram integral apoio. A começar pela minha família, esposa e filhos, e completando pelos que estão juntos comigo na equipe. Eu só tenho a agradecer àqueles que acreditaram em mim deste o início, sobretudo o Minho Pimentel, um amigo certo de todas as horas. Ele nunca me faltou e esteve comigo nos momentos que mais precisei. O Minho Pimentel foi fundamental em todos os sentidos além de ser um gênio e ter um conhecimento grande em preparação de carros de corrida, sempre foi um verdadeiro irmão pra mim, eu não estaria aqui se ele não tivesse acreditado nesse sonho e construído comigo os Karmanguia que usamos na última etapa em dezembro. Ver a alegria das pessoas, a vibração delas quando completávamos cada volta naqueles bólidos vermelhos foi algo para coroar tudo o que fizemos, valeu à pena cada noite de trabalho, toda hora desprendida para dar vida ao que estava em nossos corações e mentes”, completou Paulo.Paulo-Plutarcho por Anderson Zambrzycki 04

A pontuação da Fasp premia a regularidades dos pilotos em suas categorias e a pontuação do cearense surpreendeu a todos, inclusive os que igual a ele disputam por três ou mais categorias. Clique aqui e veja o ranking.

Texto: Robério Lessa.

Fotos: Anderson Zambrzycki e Robério Lessa.

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