Verstappen vai para a Red Bull e Kvyat volta para a Toro Rosso

5 de maio de 2016

REd BullPor Robério Lessa – Nem mesmo um pódio (terceiro lugar) no Grande Prêmio da China segurou a vaga do piloto russo Daniil Kvyat na Red Bull, e a escuderia austríaca decidiu “rebaixá-lo” para o seu segundo time  na Fórmula Um, a Toro Rosso ao mesmo tempo que “promoveu” o holandês Max Verstappen para o time principal.

A troca já vale para a  quinta etapa do Mundial de Fórmula Um, o Grande Prêmio da Espanha, que será realizado no dia 15 de maio.

KvyatKvyat, que entrou na Red Bull após a saída do tetracampeão Sebastian Vettel, era a aposta do time para a categoria que chegava à Rússia e com uma dupla jovem em 2015, Daniil e Daniel Ricciardo eram as peças que se encaixavam perfeitamente no agressivo marketing da representante da bebida energética mais famosa do mundo.

Depois de uma temporada regular em 2015, caberia ao russo começar melhor em seu segundo ano no time principal, no entanto, ele não contava com o arrasador desempenho de Max Verstappen, que pulou da Fórmula Três direto para o cockpit da Toro Rosso, e mostrou agressividade, determinação e rapidez, com ultrapassagens de encher os olhos dos apaixonados pela velocidade e das equipes adversárias que já vislumbravam a possibilidade de “roubar” o jovem talentoso das amarras contratuais dos times do touro vermelho.

Max VerstappenCom um golpe de mestre, e respaldada pelo desastroso comportamento de Kvyat nos dois últimos GPs, apesar do pódio na china, a Red Bull aproveitou a abismal queda de popularidade do piloto russo e decidiu antecipar a troca que só deveria ser realizada ao fim deste ano após análise do desempenho dos quatro pilotos.

Daniil caiu por uma soma de fatores que o colocaram na berlinda. A pouca competitividade e o acidente com Vettel, fato que levou o alemão a reclamar ao seu antigo chefe, o  diretor desportivo da Red Bull, Christian Horner, serviu como maior pretexto em um esporte que não costuma dar muitas chances para quem erra, e é implacável no julgamento daqueles que falham.

As explicações de Horner, ao ressaltar uma certa “flexibilidade do time” por ter quatro pilotos e poder escolher os que estão em alta para os dois carros principais é apenas para inglês ver.

HornerCom Max causando furor na Fórmula Um e a Red Bull ainda sem o melhor motor para impulsioná-la, que tal colocar o piloto que mai atrai as atenções das lentes, microfones, flashes e das redes sociais?

Um golpe de mestre e a Red Bull ajuda a movimentar a modorrenta Fórmula Um que só conhece um vencedor até o momento. Pelo menos, renasce a esperança de termos mais “agitação” da terceira posição para baixo, enquanto Hamilton busca reagir diante de Nico Rosberg no duelo particular da Mercedes.

A Red Bull breca o assédio ao seu piloto do futuro e, de quebra, vai deixar a categoria mais interessante.

Texto: Robério Lessa

Fotos: Red Bull-ToroRosso/Divulgação.

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