Carlos Cunha Filho faz balanço da temporada

24 de dezembro de 2016

O ano de 2016 ficará marcado para sempre na vida do piloto Carlos Cunha Filho. Parece como se o início de tudo fosse agora tão grande é a importância da nova fase de sua carreira de piloto. Em outubro deste ano, recém completado 17 anos, o piloto de Sumaré, interior de São Paulo, tomou a decisão de iniciar o quanto antes sua carreira no automobilismo europeu.

Cunha Filho abandonou a temporada de Fórmula Três brasileira, onde por vários motivos não via suas pretensões andarem como havia desenhado no início do ano e rumou para a Itália para participar de uma bateria extensiva de testes da Euro Fórmula Open. Categoria jovem e oriunda da Fórmula Três espanhola, a Euro Fórmula é considerada a bola da vez para quem quer adquirir a pegada do automobilismo europeu e seguir o caminho de quem quer chegar às categorias top do mundo, incluindo a Fórmula Um.

O jovem esportista seguiu à risca a receita do bom aprendiz de piloto. Foi direto para a pequena cidade de Gropparello, a 40 quilômetros de Milão onde fica a sede da equipe RP Motorsport – campeão de 2015 com o também brasileiro Vitor Batista – e passou a acompanhar a montagem do carro, para quatro dias depois estar na pista de Misano no Mar Adriático. Terminou as quatro sessões de treinos em dois dias com um final altamente satisfatório depois de receber o elogio do engenheiro chefe da equipe Máximo Lombardi. Cunha Filho foi o mais rápido dos testes entre sete pilotos que guiaram o carro da EuroFórmula. “Tive que guiar um bom tempo aprendendo a lidar com o carro. É bem diferente do F-3 brasileiro. O F-3 europeu tem um pneu duro e exige muita atenção pelas reações rápidas”, conta o piloto que deixou Misano certo de que estava fazendo o melhor caminho para a temporada de 2017.

Carlinhos, como é conhecido entre os amigos do automobilismo, deixa claro que a troca da F-3 brasileira pelo início da nova fase não estava prevista e nem o deixou totalmente satisfeito. “Deixei muitos amigos entre pilotos, mecânicos e donos de equipes na F-3 brasileira. Mas senti que por mais que eu me dedicasse, alguma coisa estava travado e no dia a dia a coisa não rolava como deveria”, conta o piloto que mantem sua forma treinando no kartódromo de Sumaré, mesmo quando o dia está chuvoso. “É na pista molhada que ele prefere porque o desafio é maior”, diz o pai orgulhoso e ex-piloto Carlos Cunha, campeão da Stock Light e mais do que campeão e rei dos recordes de acrobacias com automóvel. “.

Agora depois de mais uma série de treinos com Estoril, Barcelona e Jerez de La Frontera, Carlos Cunha Filho está no Brasil para passar o Natal e comemoração da virada do ano com sua família que o apoia total como piloto.

“Foi bom ter chegado antes da temporada e me preparado. Já sei como viver sozinho na Europa e até lavo louça”, conta rindo da nova fase. O piloto sabe que foi assim que aconteceu com nossos grandes campeões mundiais de várias categorias espalhadas pelo mundo.

“O Cunha tem toda a capacidade de seguir bem no automobilismo europeu. Ele já sentiu bem o carro e ainda tem tempo para mais testes antes do início da temporada. O início já foi dado, agora quem comanda o trabalho é ele próprio”, define Roberto Streit, ex-piloto e coach de Carlos Cunha Filho.

“O meu sentimento de expectativa e otimismo é o mesmo do meu filho. Não estou comemorando a ida dele para a Europa à toa. Eu conheço a sua capacidade e vou ficar na expectativa desde segunda-feira na semana que ele for correr”, diz como pai Carlos Cunha, orgulhoso.

Texto: Dinho Leme/Divulgação.
Foto: Divulgação.

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