Ricciardo vence em Mônaco

27 de maio de 2018

Julio Sonsol – Especial para o Carros e Corridas – O piloto australiano Daniel Ricciardo (RedBull Racing) venceu a 78ª edição do Grande Prêmio de Mônaco, após comandar a por todas as 78 voltas do circuito a prova. Em nenhum momento foi ameaçado, conquistando assim a o quinto GP da Carreira. Ele foi seguido pelo alemão Sebatian Vettel (Ferrari) e o Lewis Hamilton (Mercedes), que completaram o pódio. Em nenhum momento foram ameaçados nem ameaçaram ninguém, deixando a corrida muito burocrática nas principais posições. Com o resultado, Lewis Hamilton continuou liderando o campeonato, com 110 pontos, seguido por Vettel, com 96, e Ricciardo, agora com 72. Todos com duas vitórias, este ano.

Ricciardo chegou a sua quinta vitória da carreira sem enfrentar resistências. Apesar de se queixar da perda de potência do motor, através da comunicação de rádio da equipe, em nenhum momento Vettel tentou ultrapassagem, nem diminuiu a distância ao ponto de colocar seu carro lado a lado com o ponteiro. Com efeito, o piloto da Redbull chegou a registrar velocidade final de 30 km/h a menos, na principal reta do circuito, comprovando as suas reclamações ao boxe.

Quem também se queixou do equipamento foi Hamilton. A partir da volta 40, ele pedia insistentemente para a Mercedes considerar uma parada para troca de pneus, devido ao desgaste. Mesmo assim, ele completou mais 38 giros sem pit stop, sugerindo até que a conversa, que é tornada pública através da televisão, poderia ser apenas uma dissimulação para que os demais competidores fizessem a parada e o inglês viesse a conquistar posição ou até mesmo vencer.

Até a sexta posição de chegada, os pilotos repetiram os lugares de largada. O quarto foi mantido por Kimi Raikkonen (Ferrari), o quinto Valtteri Bottas (Mercedes) e o sexto Esteban Occon (Force India). Conquistaram posições na zona de pontuação em sétimo Pierre Gasly (Toro Rosso), que largou em 10 º, em oitavo Nico Hulkenberg (Hulkenberg), que largou em 11º, em nono, Max Verstappen (RedBul Racing), que largou em último, e Carlos Sainz (Renault), que largou em oitavo e perdeu duas posições.

A monotonia das posições dos primeiros lugares não foi quebrada nem pela parada para troca de pneus. O primeiro a entrar nos boxes foi Lewis Hamilton, na 12ª volta, mudando o composto hypersoft para ultrasoft, um pouco mais duro, e mais apto a enfrentar o desgaste. A única rodada de trocas da prova fica concluída na 17ª volta, quando Vettel e Bottas vão para o pit stop, e todos restabelecem as suas posições de pista, sem nenhum imprevisto.

Com o ritmo sonolento da prova, as câmeras voltaram boa parte da atenção para Verstappen, que mesmo largando no final do pelotão, havia feito bons treinos livres, cravando o segundo melhor tempo da preparação para a qualificação oficial. Mas, no final da última sessão, bateu com o carro, e os mecânicos não tiveram tempo para recuperar o equipamento para a tomada de tempo oficial, o que o empurrou para o final da fila.

Até mesmo Verstappen, afeito a ultrapassagens ousadas, muita vezes se chocando com os adversários, por conta da elevada exposição de riscos, pareceu menos impulsivo, e realizou apenas seis ultrapassagens na pista, já que se beneficiou também de três outras desistências. Para a decepção do diretor de imagens da televisão, maior parte do tempo foi mostrado um Verstappen comportado. A sua única manobra um pouco mais arriscada foi quando deixou para trás Sainz, na volta 58. Há de se imaginar que tenha tomado alguma bronca dos dirigentes da equipe, para demonstrar um desempenho tão comportado.

A pista estreita de Mônaco teria deixado passar todos os pilotos ilesos até o final da prova, se não fosse a falta de freios da Sauber do francês Charles Leclerc, a seis volta do final. A pane fez com que ele enchesse a traseira da Toro Rosso de Pierre Gasly, eliminando os dois da prova e acionando o Safaty Car Virtual por duas voltas. Completou o trio de abandonos em Mônaco o espanhol Fernando Alonso (McLaren), que teve problemas com o câmbio do carro, na volta 53.

Na sétima volta ainda se registraram alguns respingos de chuva, o que poderia causar mudanças radicais nas condições da prova, e favorecer aqueles pilotos mais destemidos e habilidosos, reduzindo diferenças entre equipamentos. Mas a ameaça não se consolidou e a água que caiu foi insuficiente para reduzir minimamente a aderência dos pneus, o que ficou demonstrado pelos tempos praticamente idênticos nas voltas posteriores.

Confira a classificação do GP:

01 – Danniel Ricciardo (Red Bull Racing) – 1h42min54s
02 – Sebastian Vettel (Ferrari) – a 7.3s
03 – Lewis Hamilton ( Mercedes) – a 17.3s
04 – Kimi Raikkonen (Ferrari) – a 18s
05 – Valtteri Bottas (Mercedes) – a 18.8s
06 – Esteban Occon (Force India) – 23s
07 – Pierre Gasly (Toro Rosso) – a 24s
08 – Nico Hulkenberg (Renault) – a 24.8s
09 – Max Verstappen (Red Bull Racing) – a 25s
10 – Carlos Sainz (Renault) – a 69s
11 – Marcus Ericson (Sauber) -69,8s
12 – Sergio Perez (Force India) – a70s
13 – Kevin Magnussen (Haas) – a 74s
14 – Stoffel Vandoorne (McLaren) – a uma volta
15 – Romain Grosjean (Haas) – a uma volta
16 – Sergey Sirotkin (Williams) – a uma volta
17 – Lance Stroll (Williams) – a duas voltas
18 – Charles Leclerc (Sauber) –não completou
19 – Brendon Hartley (Toro Rosso) – não completou
20 – Fernando Alonso (McLaren) – não completou.

Texto: Julio Sonsol – Especial para o Carros e Corridas.

Fotos: Getty imagens-RedBull Racing F1/Divulgação.

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