Alexandre Romcy apresenta o Spirit APW

4 de agosto de 2018

Neste fim de semana, quando se realiza a segunda rodada dupla do Campeonato Cearense de Automobilismo o público que for ao Autódromo Virgílio Távora, localizado na cidade do Eusébio (Região Metropolitana de Fortaleza), vai se deparar com o mais novo protótipo desenvolvido no Ceará, trata-se do Spirit APW.

O modelo leva esse nome em alusão a Alexandre Romcy, Pedro Virgínio e Walber Dantas e para esta rodada dupla serão dois carros na pista, um sob o comando de Alexandre Romcy e Edmard Junior, e outro com Ingo Fialho.

Alexandre festeja estreia na pista do Spirit APW

Alexandre Romcy, piloto, engenheiro, e projetista teve como base o CTM, uma criação do amigo Pedro Virgínio. Partindo do modelo Turismo, com a ajuda de Walber, a quem credita grande sucesso da transformação, o modelo foi recebendo os devidos ajustes até ser finalizado, e enquanto ficava pronto recebeu a visita na sede da Royal Racing Team de Pedrinho Virgínio (filho de Pedro), que assina, junto com  Silvio Camelo o projeto que foi submetido à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) para sua homologação.

Pedro Virgínio

A história de Alexandre Romcy com o mundo dos carros e corridas vem desde a infância, quando, no final da década de 1960 e início da década de 1970, passava horas com os amigos brincando de autorama. Depois vieram as corridas com os carros de rolimã, sempre com a mesma turma e, consequentemente, a entrada no universo das competições no, hoje extinto, Kartódromo da Avenida Leste-Oeste.

A amizade com Pedro Virgínio ocorreu no ano de 1988 quando decidiram comprar os chassis Fórmula Ford para trazer ao Ceará, no entanto, decidiram apostar em algo novo e criaram o protótipo Próton, com mecânica Volkswagen.

Espron (Foto – GP do Brasil)

Ao passo que a amizade com Pedro Virgínio se fortificava, aumentava a parceria nas pistas entre os dois e aquela turma de amigos desde a infância e, no ano de 1998 os dois conseguiram mostrar o protótipo ao tricampeão mundial de Fórmula Um, Nelson Piquet, que ajudou a desenvolver uma categoria junto à BMW, era o Protótipo Espron, que chegou a abrir a programação do GP Brasil de Fórmula Um nos anos 1990.

Foi aí que veio a reforma da pista do Autódromo Virgílio Távora e os dois amigos seguiram juntos criando carros e projetos de categorias distintas, mas sempre um ajudando o outro, até, que em 2000, Pedro criou o CTM para uma categoria monomarca que só durou dois anos e, após a sua morte em 2012 a categoria protótipo conseguiu reunir mais carros CTM que hoje serão mantidos na pista em mais uma ação de dois eternos amigos.

“Esse Spirit APW posso dizer que é um “novo paletó” para o CTM, que foi o melhor carro de corrida produzido no Ceará, e eu e o Pedro tínhamos pensado em um carro para disputar as provas de longa duração e quando pensei no Spirit APW decidi deixá-lo como um carro capaz de se adaptar a uma corrida de longa receber várias motorizações. Estou muito feliz, esse carro tem várias mãos, afinal, ninguém faz nada só nesta vida. Gostaria que o Pedro estivesse aqui no nosso meio, mas Deus o chamou para outra missão, mas sei que de lá ele deve estar feliz. Quero agradecer a todos, especialmente ao Walber, por ser um parceiro de longas datas, talvez não pudesse fazer nada nessa de meus projetos, se não fosse ele, e o automobilismo é assim, de muitas pessoas envolvidas, de muitos amigos”, afirmou Alexandre.

Texto: Robério Lessa
Fotos: Roan Trajano/Robério Lessa – @Carrosecorridas/GP Brasil de Fórmula Um.

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