Senna fala sobre dificuldades na volta ao Japão

10 de outubro de 2018

De regresso ao cockpit do protótipo LMP1 da Rebellion Racing, nas 6 Horas de Fuji, Bruno Senna reconhece que o favoritismo das Toyota deve ser pouco reduzido, mesmo com as anunciadas mudanças no regulamento para a prova deste fim de semana. Os dois carros japoneses ganharam um adicional extra de 28 quilos, alcançando agora o mínimo de 904 kg, e perdem as duas voltas de vantagem por turno que tinham sobre os concorrentes.

Bruno ficou fora das 6 Horas de Silverstone, em agosto, em função de acidente nos treinos livres que provocou uma fratura no tornozelo direito. Totalmente recuperado, ele volta a dividir o carro da equipe com o alemão Andre Lotterer e o suíço Neel Jani. As atualizações promovidas pela organização para a prova no Japão não entusiasmaram o brasileiro. “Acho que não muda muito. E, no fim das contas, esta é a corrida da Toyota. Deixar de ganhar em casa é algo que nem passa pela cabeça deles”, justifica.

Os quilos a mais, em tese, significam que os Toyota TS Hybrid devem ficar de sete décimos a um segundo mais lentos por volta. Reduz, mas não elimina a vantagem de rendimento sobre os não-híbridos que compõem o restante do grid da principal divisão. “Talvez, o efeito seja mais percebido na corrida, porque eles vão sentir desgaste maior no consumo de pneus e de combustível. Em ritmo de classificação, eles ainda vão estar bem à frente”, analisa.

Bruno chegou ao Japão nesta quarta (10) e deve cumprir uma série de ações promocionais antes das atividades iniciais de pista marcadas para a sexta. E permanece no país ao longo de toda a próxima semana, já que vai vestir o macacão de embaixador oficial da McLaren para carros de turismo em evento programado para o mesmo autódromo, localizado na região do Monte Fuji, um dos mais conhecidos cartões postais do Japão.

Texto: MF2/Divulgação

Foto: MF2/Divulgação

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